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Endocrinologista da SES-AM explica meios de prevenção de doenças da tireoide  

O Dia Internacional da Tireoide, destacado nesta quinta-feira 25/05, tem o objetivo de conscientizar a população e pacientes que são acometidos pelas doenças da tireoide, como hipotireoidismo, hipertireoidismo, doenças autoimunes e outras doenças raras. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) alerta sobre a importância dessa glândula para regulação da função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins, que garantem o equilíbrio do organismo. 

A tireoide é uma pequena glândula localizada na parte frontal do pescoço, enrolada em torno da traquéia. Tem a forma de uma borboleta com duas asas largas, que se estendem ao redor das laterais da garganta. 

Como a tireoide produz hormônios que são vitais para diversas funções do corpo, todo o organismo é impactado quando há deficiência no seu funcionamento. Os dois principais hormônios tireoidianos são o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina), responsáveis pelo metabolismo do corpo. 

A médica endocrinologista, Bruna Rodrigues, explica quais as características do paciente diagnosticado com as doenças da tireoide. 

“O paciente já diagnosticado com a falta dos hormônios da tireoide vai ter dificuldade de memória, aprendizado, sonolência, lentidão, depressão, choro fácil, queda de cabelos, cansaço excessivo e insônia noturna, então é importante que se faça acompanhamento pelo menos duas vezes ao ano. O excesso, deixaria o paciente com perda de peso, tremor de extremidade, queda de cabelo, arritmias cardíacas”, explica a especialista. 

Prevenção 

A médica reforça a importância dos exames de rotina e laboratoriais. “A ultrassonografia não precisa de rotina, mas a partir dos quarenta anos a solicitação do exame pode ser feita  a cada dois anos”, finalizou.  

Tratamento 

A orientação é buscar o primeiro atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para realização de ultrassom de tireoide e exames laboratoriais de rotina, incluindo a dosagem dos hormônios. Caso seja detectada alguma alteração hormonal ou a presença de nódulos, o paciente deverá ser encaminhado ao endocrinologista. 

A partir do diagnóstico, o tratamento é prescrito conforme a avaliação das causas da doença em cada paciente. No hipotireoidismo, pode ser receitada a reposição do hormônio tiroidiano e no hipertireoidismo, o tratamento pode ser medicamentoso, com radioterapia ou cirúrgico. 

Fotos: Divulgação SES-AM

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