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Energia solar para ônibus, barcos e fábricas de gelo é o que vai propor o I Seminário de Meteorologia e Climatologia do Amazonas

Inspirado num modelo de ônibus movido a energia solar utilizado na Universidade Federal de Santa Catarina, o professor Eron Bezerra, da UFAM, quer reproduzir a experiência no Amazonas não só em ônibus mas também em barcos e fábricas de gelo. “Nosso objetivo é desenvolver uma parceria com todos os atores que participam do seminário, com ênfase na energia solar. Queremos reproduzir a tecnologia aqui para utilizar energia sustentável, que é tão abundante no Amazonas”, explicou.

O anúncio será feito no I Seminário de Meteorologia e Climatologia do Amazonas, que inicia amanhã, dia 13, às 9h, e acontece até a sexta-feira, no auditório Sumaúma, da Faculdade de Ciências Agrárias.

Na UFSC, os ônibus tem capacidade de trafegar por 70 quilômetros com uma carga de energia. Param por 1 hora para recarregar e se inicia tudo de novo. Os veículos foram financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), quando Eron estava à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS).

Além de desenvolver tecnologia semelhante no estado, a intenção é fazer pesquisa por meio do Laboratório de Agroclimatologia e Sensoriamento Remoto da UFAM e montar um mapa solarimétrico do Amazonas, com estações em Manaus, no Alto Solimões, no Baixo Amazonas e no Alto Rio Negro. O período para se ter esse mapa é estimado em 5 anos.

Atualmente, a medição da incidência de energia solar no estado é feita por satélite, de forma estimada. O mapa traçaria esse ‘desenho’ de forma mais precisa. “O mapa (solarimétrico) é uma exigência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para avaliar e aprovar uma empresa que queira se instalar para produzir energia solar em determinado local”, esclareceu o professor.

Energia solar

O sol é a principal fonte de energia do mundo. De toda a energia que produz, apenas 1 milionésimo chega na Terra. O valor equivale a 20mil vezes à energia utilizada pelo planeta.

Embora o valor inicial de instalação de energia fotovoltaica ainda seja caro, de acordo com o professor Eron Bezerra, “a tendência é diminuir e chegar num ponto em que todo mundo vai usar energia solar, por causa de sustentabilidade”.

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