Entidades da indústria reúnem especialistas para debater futuro do setor de saneamento básico

Realizado por CNI e ABCON, com apoio de ABDIB e ABIQUIM, Seminário Saneamento 2019-2022 discutirá saídas para o atraso histórico no setor. Para as entidades, tema deve ser prioridade para novo governo

Especialistas e representantes de entidades industriais se reunirão em Brasília, na quarta-feira (7), para debater o futuro do setor de saneamento e as oportunidades de ampliação dos investimentos nos serviços de água e esgoto. Realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Seminário Saneamento 2019-2022 tem como o objetivo discutir caminhos e propostas, como a Medida Provisória nº 844, que contribuam para o país reduzir o atraso histórico no atendimento à população.

O seminário é uma iniciativa da CNI com a Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), com apoio da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB) e da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Para as entidades, o saneamento básico precisa estar entre as prioridades do governo eleito, como agenda tanto da área de infraestrutura como de saúde pública.

A entidades reforçam a importância da ampliação dos investimentos em serviços de água e esgoto à população para superar os graves índices hoje observados no Brasil. Cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada. Metade da população não tem acesso aos serviços de coleta de esgoto. Dos efluentes coletados, apenas 45% são tratados. Além disso, 1.935 dos 5.570 municípios brasileiros (IBGE), ou 34,7% do total, ainda registram epidemias ou endemias relacionadas à falta ou à deficiência de saneamento básico.

Segundo o estudo Saneamento Básico: Uma agenda regulatória e institucional, entregue em julho pela CNI aos candidatos à Presidência da República, para reverter esse quadro e atingir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), o Brasil precisa ampliar em 62% os investimentos no setor, o que significa aumentar a média anual de recursos para o setor dos atuais R$ 13,6 bilhões para R$ 21,6 bilhões.

ESPECIALISTAS – O Seminário Saneamento (2019-2022) será dividido em dois painéis, que discutirão oportunidades de ampliação dos aportes no setor e os investimentos privados e a eficiência na prestação de serviços em água e esgoto. O evento também contará com a apresentação de dois estudos inéditos. A consultoria KPMG divulgará o trabalho Necessidades de investimento para Universalização dos Serviços. O Instituto Trata Brasil, por sua vez, o documento A Infraestrutura que Salva Vidas – Benefícios Socioeconômicos da Expansão do Saneamento.