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Escola de Saúde Pública da Prefeitura de Manaus completa um ano de atividades

Ao completar seu primeiro ano de funcionamento, a Escola de Saúde Pública (Esap), da Prefeitura de Manaus, inaugurada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, consolida-se como polo de especialização em Saúde Pública e Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade. A data foi comemorada em solenidade presidida pelo prefeito Arthur Neto, na tarde desta quinta-feira, 11/7, no auditório Isabel Victoria de Mattos Pereira do Carmo Ribeiro, na sede da Prefeitura de Manaus, Compensa, zona Oeste.

“É um grande legado para Manaus e para a nossa saúde pública. Nos inspiramos no modelo adotado em Palmas, no Tocantins, por ser uma ideia muito boa, tanto que o Ministério da Saúde pensa em algo parecido para universalizar Brasil afora. Criamos a escola de saúde pública e temos uma grande confiança nela. Vamos consolidar essa política pública, pois temos convicção que é um projeto que deu certo. Vamos estabilizar e aperfeiçoar o atendimento da atenção básica e tenho certeza que ampliaremos os números de cobertura de saúde até 2020”, estimou o prefeito.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Marcelo Magaldi explicou que, a Esap, por meio do Programa Mais Saúde Manaus (Promais) possui três turmas em andamento, com 116 participantes, entre preceptores, tutores, coordenadores e alunos que recebem bolsa de estudos que variam de R$ 900 a R$ 8,1 mil. Em menos de um ano de atividades, a representatividade do programa na cobertura de Estratégia Saúde da Família (ESF), na capital amazonense, é de 8,68%.

“Apesar de apenas um ano de vida a escola já está dando frutos e temos muito ainda para fazer. Isso fortalece a atenção primária com um projeto bom para a comunidade e também para os profissionais que estão saindo das universidades. É uma política pública que enriquece a saúde com esses profissionais que estão se especializando em saúde primária. Vida longa à escola de saúde pública de Manaus”, disse Magaldi.

Inspirado no programa “Mais Médicos”, do governo federal, o modelo de Manaus tem como eixo estruturante a educação permanente em saúde, tendo o trabalho como princípio educativo, possibilitando a aprendizagem significativa do SUS, por meio da imersão nos serviços de saúde. Os especializandos aprendem na prática e são protagonistas no processo de aprendizado.

A Esap foi inaugurada em julho do ano passado, mas o projeto já vinha sendo pensado desde 2017, tendo sua criação aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) em novembro e, em junho de 2018, pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), juntamente com o Programa de Bolsas de Estudo, Pesquisa e Extensão para a Educação pelo Trabalho (Probes), se tornando lei.

“Tivemos a bênção de unir profissionais ousados, inovadores, proativos e resolutivos nessa iniciativa de muita coragem do prefeito Arthur. Todos encararam essa missão com muito compromisso e zelo. Isso não seria possível sem o envolvimento de toda a secretaria de saúde. Essa é a forma mais valiosa que temos para construir o Sistema Único de Saúde que tanto queremos”, estimou Kassia Janara Veras, diretora da Escola de Saúde Pública.

O objetivo é fortalecer a integração ensino-serviço-comunidade, o que sempre foi uma aspiração dos servidores da Semsa. A Esap está credenciada como membro da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública, a RedEscola/Fiocruz-RJ, e este ano passou a integrar o Projeto Nacional “RedEscola e nova formação em Saúde Pública”, para oferta do curso de especialização em Saúde Pública, com ênfase na interprofissionalidade.

A aluna da Esap, Simone Oliveira, se disse muito satisfeita com a formação. Ela atua na área da educação física e está inserida dentro da equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde Josephina de Melo, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

“A formação é excelente. Está agregando cada vez mais meus conhecimentos, e está nos fortalecendo para levarmos qualidade de vida para os usuários. Eu estou muito feliz em poder participar desse projeto”, finalizou a bolsista.

Foto – Márcio James / Semcom

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