Escola de Tempo Integral da rede estadual se destaca em revista nacional por projeto de Literatura

Iniciativa desenvolvida pelo Ceti Áurea Pinheiro Braga integra a edição de junho da Revista Nova Escola

Em meio a um cenário de instabilidade, o Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Áurea Braga, na zona oeste de Manaus, foi destaque em material produzido pela Revista Nova Escola. No texto, a equipe escolar da unidade relatou como tem lidado com a dinâmica do planejamento contínuo em meio aos desafios do período de pandemia, com foco no projeto “Por que devo ler essa obra?”. O material completo está disponível no link: https://bit.ly/3x4HsDe.

Orientada pela professora de Língua Portuguesa, Márcia Sicsú, a iniciativa tem como objetivo trabalhar os conteúdos do Pré-Modernismo Brasileiro e foi um dos pontos-chave do planejamento realizado pela escola, durante a pandemia.

De acordo com a educadora, ela e seus colegas precisaram se adequar às mudanças ocorridas durante o ano letivo de 2020 e, assim, surgiu o projeto. “O ensino remoto exige mais. Desta forma, resolvi incentivá-los a terem mais contato com o Pré-Modernismo. Distribuí autores e obras para eles pesquisarem e gravarem um vídeo contando sobre os livros e por que deveriam ser lidos”, explica Sicsú.

“Por que devo ler essa obra?” foi desenvolvido com duas turmas da 3ª série do Ensino Médio e os trabalhos selecionados foram divulgados nas redes sociais da escola, no link: https://www.instagram.com/cetiaureabragaoficial/.

Integrante do projeto, a estudante Thais Nascimento, pesquisou e descreveu o livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. “A obra foi dividida em três partes e conta a história de um funcionário público extremamente patriota e que chegou a ser ridicularizado por isso. Policarpo busca, então, aprender algumas manifestações culturais brasileiras e chega a ser internado em um hospício, por conta do seu extremismo”, explicou a aluna do Ceti Áurea Braga.

Além deste livro, os estudantes apresentaram, ainda, as obras: “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e “Eu”, de Augusto dos Anjos.

FOTO: Eduardo Cavalcante/Seduc-AM