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Escola estadual estimula alunos a discutirem preconceitos com desenhos e poesias

Gov Agricultura

Todos os anos são escolhidos temas diferentes para serem levados a sala de aula

O ano letivo chegou ao fim na Escola Estadual de Tempo Integral (Eeti) Profª Roxana Bonessi, na zona sul de Manaus, e os alunos transformaram em arte o tema discutido em 2019. “Brasil, como eu te quero?! Um país sem preconceito, todos com os mesmos direitos” foi trabalhado pelos professores ao longo do ano e os desenhos e poesias feitos pelos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental ilustraram o 11º livro do projeto “Autores Mirins”.

Eliany Carvalho, gestora da escola, diz que as temáticas mostram aos alunos que somos todos iguais, que é preciso respeitar o outro e as crianças passam a criar menos situações de bullying, racismo e preconceito.

“O projeto tem a função pedagógica de incentivar os alunos à leitura e à escrita. Todo ano escolhemos um tema para trabalhar, e esse ano escolhemos trabalhar o preconceito e a discriminação racial para que não haja esse tipo de discriminação. Os professores trabalham ao longo do ano de forma curricular e extracurricular. Do terceiro ao quinto ano, elaboram poesias, e os primeiros e segundos anos fazem desenhos do tema, que vão para ilustrar o livro”, explica a gestora.

Sarah Cândido, 11, está deixando a escola e diz que vai levar consigo o que aprendeu na convivência e discussões na Eeti. “Eu gosto mais de escrever, de me expressar. Quando eu vejo uma pessoa fazendo bullying eu digo para não fazer, pergunto como ela se sentiria se fosse com ela”, exemplifica.

Para Alessandra Chaves, 10, que vai cursar o 5º ano, a discussão fez os colegas mudarem de comportamento. “Essas pessoas que são racistas e discriminam as outras não têm caráter, e as pessoas entenderam que faz mal para o outro, elas ficam tristes. Foi importante também porque a gente aprendeu que conversar ajuda muito e que a gente mesmo pode ajudar o colega por mostrar que ele é acolhido”, avaliou.

Programação – Os alunos apresentaram músicas com tradução em Libras, em espanhol – porque há alunos venezuelanos –, além de um teatro pedagógico e a assinatura dos estudantes no livro dos “Autores Mirins”, que foram ofertados aos pais.

FOTO: Eduardo Cavalcante/Secretaria de Educação e Desporto

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