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Escola municipal da zona Centro-Sul encerra ação pedagógica ‘Dinheirinho na escola’

Alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, da escola municipal República do México, no conjunto Beija Flor, bairro Flores, zona Centro-Sul, participaram do encerramento da ação pedagógica ‘Dinheirinho na escola’, da Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira, 7/11. O evento faz parte do plano de ação pedagógico para promover uma educação pública de qualidade.

O objetivo da ação foi levar os resultados da aprendizagem para o alcance das metas de aprovação na Avaliação de Desempenho do Estudante (ADE), pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da Prova Brasil, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

A programação foi realizada nas salas de aula com os alunos que conseguiram as cédulas fictícias, de acordo com desempenho escolar no 2º e 3º bimestres. Na oportunidade, eles fizeram a troca por produtos doados pelos pais e parcerias da escola, como brinquedos, livros infantis, roupas e sapatos de bom uso, brigadeiros, bolos, entre outros.

A diretora da escola municipal, Lucy Braga, destacou os avanços alcançados com os alunos no 1º bimestre, de 78,9% de taxa de aprovação, mas principalmente no 2º bimestre, de 82,3%, e do 3º bimestre, de 94,2% de aprovação. Para a educadora, o trabalho realizado, desde o início do ano com os alunos, superou as expectativas.

“Este momento tem uma relação para melhoria da aprendizagem dos nossos alunos e, ao mesmo tempo, eleva as taxas de aprovação, desperta nas crianças o trabalho com o dinheiro, por exemplo, de saber o valor. A gente promove uma educação financeira, ou seja, a cada cédula entregue corresponde a uma atitude da criança”, explicou.

Após um ótimo desempenho em sala de aula, a aluna do 3º ano, Hellen de Oliveira, 9, conseguiu 56 cédulas fictícias. Para ela, isso é motivo de muito orgulho, porque mostrou o resultado de seu esforço para fazer a troca por produtos, além do aprendizado de como lidar com o dinheiro.

“Consegui fazer as ações que a professora pediu, tanto de comportamento como as tarefas de tabuada e leitura. Também gostei muito, porque aprendi a economizar, ter uma consciência sobre quanto vale o dinheiro. Estou muito feliz de ter conseguido isso”, comemorou.

Para doméstica Alessandra da Silva, 25, mãe da aluna do 1º ano, Anabelly da Silva Martins, 7, que participou da programação na escola, foi algo diferente e de grande aprendizado para as crianças. “Achei bem interessante essa ação, porque as crianças vão conhecendo o dinheiro e sabendo o valor de cada cédula. É a primeira vez que vejo isso em uma escola e gostei muito. Quando minha filha falou comigo, achei estranho, mas depois sabendo da ideia gostei muito do trabalho na escola”, disse.

Dinheirinho na escola

Segundo a coordenação pedagógica da escola, para conseguir as cédulas fictícias, cada aluno tinha que cumprir com seus afazeres de acordo com uma determinada cor.

Por exemplo, o aluno presente diariamente na unidade de ensino, valor de R$ 1 (cor verde). Se o aluno concluísse as atividades diárias e entregasse os trabalhos bimestrais em tempo hábil, o valor era de R$ 2 (cor azul). Avançar na leitura contemplando os gêneros textuais e raciocínio lógico (tabuada), R$ 10 (cor rosa) e torna-se uma criança disciplinada (comportamento) garantia R$ 5 (cor amarela).

Texto – Paulo Rogério / Semed
Foto – Eliton Santos / Semed

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