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Estudantes de Manaus viajam para a Rússia para estudar medicina

Almir Alves Pimentel Junior e Stephanie Nunes da Silva têm como destino a Universidade Médica Estatal de Kursk, uma das melhores do país europeu no ensino em língua inglesa

Um casal de manauaras se prepara para viver uma grande aventura. Stephanie Nunes da Silva, de 23 anos, e Almir Alves Pimentel Junior, de 21, decidiram embarcar juntos para realizar o sonho de cursar medicina. Ao lado de outros 17 brasileiros, eles partem no próximo dia 14 de setembro com destino à Universidade Médica Estatal de Kursk, uma das melhores da Rússia no ensino em língua inglesa.

Nessa jornada, a dupla conta com o apoio da Aliança Russa, representante oficial das universidades russas no Brasil desde 2005. O trabalho da agência consiste na seleção dos candidatos, no processo de orientação da faculdade, no recolhimento da documentação necessária para permanência legal do estudante na Rússia, na obtenção da vaga, inscrição na universidade e na assessoria durante a viagem.

“Fiquei sabendo da Aliança por meio de uma amiga. Ela já conhecia a atuação da agência, me explicou como funcionava o processo seletivo, o método de ensino da universidade, e eu fiquei encantado”, conta Almir. Ansioso para a viagem, ele já faz planos para quando terminar o curso. “Quero me formar e tentar uma residência na Europa”, diz.

Stephanie também tem boas expectativas sobre a viagem e a faculdade de medicina. “Apesar de estar um pouco apreensiva com a nova cultura, estou muito empolgada com essa oportunidade. Tenho certeza de que será incrível e que vai agregar muito para a minha carreira e para minha vida pessoal”, afirma.

Sistema de ensino

Os alunos que desejam cursar a universidade em Kursk devem estar atentos ao formato do ensino. Bastante diferente do Brasil, a carga horária é muito mais puxada e a metodologia de avaliação tem outro formato. Por lá, os alunos não podem ter faltas ou carregar matérias não concluídas para os próximos semestres.

O sistema de notas vai de 0 a 5, sendo 3 a nota minimamente satisfatória. O estudante que não obtiver o aproveitamento mínimo, deve automaticamente refazer aquela aula até obter a nota necessária. Caso contrário, não estará apto para fazer as avaliações de final de semestre e exames gerais.

A alta qualidade é comprovada pela taxa de alunos brasileiros que são aprovados em sua primeira tentativa no Revalida, Sistema de Revalidação de Diplomas Médicos, para atuar no Brasil. Cerca de 80% dos estudantes obtêm o registro no Conselho Regional de Medicina no mesmo ano em que chegam. O diploma é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. A Rússia também faz parte do tratado de Bolonha, tendo seu diploma reconhecido em todo o continente europeu.

No total, mais de 100 médicos brasileiros já se graduaram pela Instituição e agora atuam em hospitais e clínicas nos quatro cantos do país. Outros 500 estudam atualmente medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk.

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