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Estudo alerta para impactos ambientais da reconstrução da rodovia BR-319 e pede ações imediatas de conservação

A reconstrução da BR-319 tem gerado debates devido aos benefícios socioeconômicos prometidos e aos possíveis impactos sociais e ambientais. A rodovia passa por uma área composta majoritariamente por florestas íntegras. Com a emissão da licença prévia (LP) em 2022, preocupações aumentaram com problemas como desmatamento e conflitos sociais. A WCS Brasil, em conjunto com o Observatório BR-319, realizou um estudo que sugere medidas de conservação para minimizar impactos negativos na região.

Detalhes Principais:

A rodovia, mesmo sem pavimentação completa, é já um vetor de degradação. Um modelo de 2020 sugere que a reconstrução poderia levar ao desmatamento de 170.000 km² até 2050.

O estudo identificou 18 potenciais áreas de intervenção no entorno da rodovia, priorizando oito delas. As estratégias propostas visam prevenir e reduzir impactos, conter desmatamento e evitar crescimento insustentável.

O estudo destaca que o impacto da reconstrução se estende além da rodovia, atingindo áreas que conectam a BR-319 a municípios entre os rios Madeira e Purus.

Oito áreas prioritárias foram identificadas, todas localizadas na área de influência da BR-319. Elas são: trecho do meio 1, 2 e 3, Careiro, Manicoré, Humaitá, Tupana e Lábrea. Fatores como desmatamento, uso da terra e territórios indígenas foram considerados na pesquisa.

Recomendações Propostas:

Fortalecimento da fiscalização em áreas protegidas para desacelerar desmatamento e atender metas climáticas.

Estabelecer acordos voluntários para uso da terra e promover a conservação através de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Incentivar compensações ambientais em áreas prioritárias, coordenando intervenções públicas e privadas.

Fomentar acordos ambientais multilaterais entre diversos stakeholders.

Promover conservação em áreas públicas, focando no uso sustentável de recursos hídricos.
Capacitar comunidades locais para atividades de baixo impacto ambiental e fortalecer iniciativas com foco em socio-bioeconomia.

O diretor da WCS Brasil, Carlos Durigan, destaca a necessidade de se tomar medidas preventivas de conservação, dada a diversidade biológica da região e sua importância para comunidades indígenas e locais. O estudo visa contribuir para os debates sobre estratégias de conservação e intervenções necessárias na área influenciada pela BR-319.

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