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Estudo aponta que somente 2,5% das empresas são exportadoras

Das 800 mil empresas com potencial exportador, apenas 2,5% efetivamente exportam no País, afirmou o Analista de Política e Indústria da Unidade de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Felipe Spaniol, durante o seminário ‘Apoio ao Investidor – Brazil4Business’, realizado na Feira Internacional da Amazônia (Fiam), que ocorreu do dia 18 a ontem (21), na no Studio 5 Centro de Convenções.

A informação partiu do estudo que é realizado a cada cinco anos pela CNI, onde são analisados os principais problemas das empresas exportadoras brasileiras. O percentual, segundo ele, vale para o Amazonas. Na avaliação de Spaniol, o dado é alarmante e aponta para a tímida participação dos empresários brasileiros no mercado global, enquanto a atividade exportadora deveria ser prioridade no planejamento de toda empresa.

“Existe uma oportunidade a ser explorada no Brasil. A Região Norte brasileira, em especial o Amazonas, tem -primeiramente- condições de instalação de fábricas na Zona Franca, com diferencial competitivo a outros estados; tem também um apelo regional muito interessante, basta a gente realmente aproveitar esses benefícios e trabalhar para alcançar o mercado internacional”, argumentou Spaniol.

O analista destacou que, no Amazonas, o Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM) é uma das instituições que tem oferecido estrutura e serviços de suporte para que a empresa seja competitiva tanto no Brasil quanto no exterior, ao invés de ser apenas mais uma que vai se defender da concorrência internacional no País. “O empresário interessado em priorizar o mercado estrangeiro obterá importantes informações no CIN”, disse.

Investimento

Investir na exportação como uma atividade em potencial de cada negócio deve ser uma meta constante para as micro e pequenas empresas, independente do oportunismo cambial, apontou o gerente executivo do Centro Internacional de Negócios do Amazonas, Marcelo Lima.

A principal dica do executivo é que os empresários passem a ver a exportação como uma aptidão de cada negócio ao invés de caracterizá-la como uma oportunidade de momento, a exemplo do dólar mais caro que favorece as vendas ao exterior. Ele destaca que esse novo olhar para a internacionalização estimula e fortalece o potencial para atingir o mercado global.

“Existem, sim, os ganhos financeiros, mas deve-se focar também no engrandecimento da empresa, a conquista de novos mercados, a qualificação internacional e possibilidade de novos contatos comerciais, o que também favorece o mercado nacional e local. Para isso é importante entender o negócio com predisposição para essa atividade”, apontou Lima.