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ESTUDO INÉDITO – QUANDO O DÓLAR SOBE MAIS DE 2%?

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Confira o estudo feito pelo Diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, sobre os motivos das oscilações da moeda americana

Como acontece no mundo todo, a Bolsa brasileira também é impactada com vários acontecimentos, principalmente políticos e econômicos, que acometem os investimentos, o preço do dólar ante o real e também as expectativas do mercado financeiro. O país passou por anos de instabilidade política e a última eleição foi vista como uma solução capaz de retomar o crescimento da atividade econômica. Sabendo disso, o Diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, fez um estudo levantando os impactos no dólar e quais acontecimentos foram marcantes nessas altas.

As subidas mais agressivas do dólar são marcadas por decisões que não agradam os mercados, como mudanças nas taxas de juros ou incertezas sobre decisões políticas que abrem espaço para especulações que fazem a moeda flutuar. Em 2016, no primeiro mês do ano, o dólar bateu a maior alta da história, fechando em R$ 4,16, esse grande aumento foi uma reação que não agradou o mercado por uma decisão do Copom em manter os juros em 14,26% ao ano. Já em 21 de agosto de 2018, o dólar teve uma alta de 2,01%, o maior valor após 30 meses, chegando a R$ 4,03, por conta da eleição, já que os resultados das pesquisas eleitorais normalmente causam preocupação no mercado e abrem espaço para especulações que fazem a moeda subir.

Após as eleições, em novembro de 2018, aconteceram duas altas no mês. A primeira de 1,99%, onde o mercado estava preocupado com as falas de Jair Bolsonaro e Onyx, que fizeram uma declaração de como será difícil aprovar a Reforma da Previdência, com isso o dólar fechou em R$ 3,83. A segunda alta do mês de novembro foi de 2%, fechando a R$ 3,91, com as incertezas internacionais, em relação a espera pela reunião de juros do FED e a proposta do Reino Unido sair da União Europeia. No cenário doméstico, a divulgação da equipe econômica e a incerteza sobre a falta de experiência do próximo governo para aprovar reformas, abriram espaço para o mercado especular, o resultado foi mais uma alta. Em fevereiro de 2019, o dólar sobe quase 2%, fechando R$ 3,73, essa alta foi marcada pelas expectativas com a Reforma da Previdência e no cenário econômico que influenciou a cautela com a decisão entre China e EUA.

Nessas situações é possível perceber que existe a relação de oferta e procura pela moeda americana. Em situações que envolvem política, quando algum membro do governo faz pronunciamentos que geram controvérsias, o dólar dispara. “Por conta das incertezas as pessoas investem na moeda americana, pois é a que tem mais força. Quando o país está otimista, o mercado financeiro confiante e a economia crescendo, o real se valoriza e faz o dólar baixar, resultando nessas flutuações diárias. Mas também existem questões técnicas de transações comerciais, que envolvem a valorização do dólar, como déficit comercial, juros e gastos de estrangeiros que também afetam as relações de oferta e demanda que causam essas oscilações”, finaliza Bergallo.

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