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Estudo propõe que recuperação econômica pós-pandemia leve em conta a redução na emissão de carbono

Abesco apoia que reestruturação seja feita tendo em vista o curto, médio e longo prazo da questão ambiental

Estudo recente divulgado pela McKinsey questiona como se dará a recuperação econômica pós Covid-19. A principal sugestão da consultoria é que nesta retomada seja levada em consideração a descarbonização, o que além das reduções significativas de emissões necessárias para interromper a mudança climática poderia gerar mais oportunidades de trabalho e impulsionar o crescimento econômico.

A crise oriunda da pandemia com a perda de empregos, queda de receita em muitos setores, juntamente com a alta probabilidade de uma recessão econômica, já fez com que governos de todo o mundo destinem mais de US$ 10 trilhões para medidas de estímulo econômico. Por mais importante que seja reparar as perdas, no entanto, um rápido e descoordenado retorno pode ser danoso para o meio ambiente e inviabilizar o cumprimento das metas de emissões do Acordo de Paris de 2015, que deveriam limitar o aquecimento global de 1,5 ° C a 2 ° C.

Segundo a McKinsey, para um país europeu, a mobilização de um investimento entre 75 e 150 bilhões de euros em incentivos à economia em políticas de descarbonização pode render de 180 a 350 bilhões de euros em valor agregado bruto, gerar até três milhões de novos empregos e permitir uma redução nas emissões de carbono de 15 a 30% já para 2030. Essa redução seria responsável por boa parte da queda de 50% das emissões consideradas necessárias para atingir um aquecimento de 1,5°C até 2030.

“Se podemos tirar uma coisa boa dessa pandemia é a oportunidade de recomeçarmos alguns processos. O pós-pandemia é mais uma chance que temos de pensarmos em como faremos os investimentos maciços considerando não apenas o curto, mas o médio e longo prazo, levando em conta as questões ambientais tão necessárias como temos visto atualmente”, afirma Frederico Araújo, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

Entre as medidas de recuperação econômica sugeridas no estudo da McKinsey, estão: criar uma infraestrutura de captura e armazenamento de carbono em torno de grandes clusters industriais; instalar sistemas de construção inteligente, especialmente em prédios comerciais, para gerenciar melhor o aquecimento, ventilação, ar condicionado, iluminação e segurança; acelerar o aumento da capacidade instalada pela geração de energia eólica e solar; acelerar projetos de iluminação pública por LEDs; e aumentar a produção de veículos elétricos.

Já para os formuladores de políticas, a consultoria destacou quatro iniciativas que seriam necessárias para o êxito dos programas: créditos e benefícios fiscais, acelerando melhorias com relação à eficiência energética industrial; empréstimos e garantias de financiamentos que podem preencher lacunas do crédito privado; financiamentos de projetos em pesquisa e desenvolvimento com custos administrativos baixos; e, por fim, a administração direta do governo em projetos que não possuem um fluxo de receita que gere interesse do setor privado.

“É importante focarmos na questão ambiental. O apoio já tem aumentado e, quando é apresentado que os programas de baixo carbono geram retornos econômicos igual ou melhores que programas neutros ou prejudiciais, essa aprovação tende a ser ampliada. Acreditamos que esta discussão deva ser trazida, cada vez mais, para o conhecimento de todos para que seja possível a adequação do setor ao que vem sendo discutido no mundo”, finaliza Frederico Araújo.

SOBRE A ABESCO

Fundada em 1997, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), entidade civil sem fins lucrativos, representa oficialmente o segmento de Eficiência Energética brasileiro. Composta por empresas de diversas áreas, a ABESCO tem o objetivo de fomentar e promover ações e projetos para o crescimento do mercado de Eficiência Energética, beneficiando não somente seus associados, mas também a sociedade, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do país. Eficiência Energética é uma atividade que busca proporcionar meios para se produzir mais com a menor quantidade de energia. Acesse: www.abesco.com.br