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Família de vítima de chacina no Amazonas quer trazer corpo para RO

Do G1 RO

A família de Henrique Pinheiro Portela, 18 anos, encontrado morto no último sábado(12), em avançado estado de decomposição, em um sítio no município de Apuí (AM), distante 453 km de Manaus, quer que o corpo dele seja trazido para Rondônia, onde residia.

Ele foi vítima de uma chacina que vitimou outros três rapazes, que também são de Rondônia. A principal suspeita é de que o crime tenha sido praticado por policiais militares do estado do Amazonas.

Segundo o tio de Henrique, Marcelo Soares de Faria, os quatro corpos foram enterrados sem laudo do Instituto Médico Legal (IML). A família não aceita que o cadáver do jovem tenha sido enterrado em outro estado, já que todos os parentes moram em Rondônia.

Ele relatou que após o caso ser noticiado na Rede Amazônica(TV Rondônia), foi solicitada pela Polícia Civil do Amazonas que uma equipe do IML amazonense se desloque até Apuí, nesta segunda-feira(14), para fazer a perícia nos corpos. “Pediram também que o rabecão do IML de Rondônia vá para Apuí para fazer o transporte dos corpos para Porto Velho”, disse.

Os familiares contaram que informaram o titular da 71ª Delegacia Interativa de Polícia do Amazonas (DIP), Francisco Rocha, sobre o desaparecimento dos rapazes desde a última quinta-feira(10). “O que sabemos é que eles estavam dormindo em uma casa, em um sítio, quando foram acordados pelos policiais. Eles bateram no dono no sítio e levaram o meu sobrinho e os outros de barco. Depois disso, eles sumiram. O dono do sítio foi poupado por eles”, relatou.

Marcelo Soares disse ainda que Henrique estava em Apuí a passeio com a mãe e que os enterros do sobrinho e das outras vítimas foram feitos de forma irregular. “Foram enterrados sem laudo do Instituto Médico Legal (IML). O delegado disse que lá não tinha câmara fria nem pessoal qualificado para fazer a perícia”, afirmou.

Ao G1, o delegado Francisco Rocha, da 71ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), afirmou que ainda não há como saber a causa da morte dos rapazes. Eles foram achados por um amigo em um sítio a 33 Km do município e que pertencia a outro conhecido deles, que também apontou policiais militares como culpados do crime.

Quatro corpos são achados em sítio em Apuí, diz Polícia Civil do AM

De acordo com o delegado, os corpos foram liberados aos familiares e enterrados pelas famílias em Apuí. Segundo ele, o processo de transferência dos corpos será burocrático pois já estavam em decomposição e a família vai precisar de uma série de documentação para desenterrá-los.

“Tem restrições sanitárias que precisam ser observadas. Além disso, é necessário pedir a exumação do corpo para ser desenterrado”, disse o delegado. O tio de Henrique desmentiu o delegado. “Isso é mentira. Quando estavámos nos mobilizando, eles estavam enterrando. Nós não autorizamos enterrarem os corpos”, declarou.

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