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Famílias amazonenses destinam 61,2% dos gastos com a alimentação e habitação

No Amazonas, as famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) comprometiam um percentual maior de seu orçamento em despesas com alimentação e habitação do que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00). Somados, os dois grupos (alimentação e habitação) representavam 65,9% das despesas das famílias com menores rendimentos, sendo 26,1% destinados à alimentação e 39,8% voltados à habitação. Entre aquelas com os rendimentos mais altos, a soma atingia 38,6%, sendo 7,4% com alimentação e 31,2% com habitação.

Para as famílias que formam a classe de maiores rendimentos, as despesas com alimentação (R$ 1.275,08) eram mais que o dobro do valor médio do total das famílias do estado (R$ 557,70) e mais que o triplo do valor da classe com rendimentos mais baixos (R$ 386,31).

A pesquisa revela também que, no Amazonas, o transporte comprometia 11,7% (R$ 377,09) dos gastos das famílias locais, no que refere ao total das despesas de consumo. Já a Educação representou 2,5% (R$82,00) do total das despesas de consumo dos amazonenses. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), esse gasto era mais de 26 vezes maior do que naquelas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), ou seja, enquanto a primeira categoria de família gastava R$ 510,60 em educação, a outra gastava R$ 19,32.

A despesa com alimentação fora do domicílio no Estado do Amazonas participou de 20,3% (R$ 112,94) no total das despesas com alimentação, já a da alimentação no domicílio foi de 79,7% (R$ 444,76). Essa participação muda se compararmos com as classes de rendimento das famílias. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), a alimentação no domicílio participava de 63,8% (R$ 812,93) do total das despesas com alimentação e a alimentação fora do domicílio participava de 36,2% (R$ 462,14) das despesas com alimentação. Naquelas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), ou seja, a alimentação no domicílio participava de 84,0% (R$ 324,48) do total das despesas com alimentação e a alimentação fora do domicílio esse gasto participava de 16,0% (R$ 61,83) das despesas com alimentação.

Famílias amazonenses gastam em média R$ 3,2 mil por mês
A despesa total média mensal familiar no Amazonas era de R$ 3.218,87 em 2017-2018, nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), a despesa total média mensal era de R$ 17.236,76 e nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), essa despesa era de R$ 1.482,18.

As despesas correntes representavam 95,5% do total. Os outros 4,5% podem ser decompostos em: participações de 1,9% referentes ao aumento do ativo (aquisição de imóvel, reforma e outros investimentos) e 2,6% para a diminuição do passivo (pagamentos de empréstimos e prestações de financiamento de imóvel).

No que se refere às despesas totais, as despesas de consumo ficaram com 83,8% do total, fazendo parte desse grupo as despesas com alimentação, habitação, transporte etc., e 11,8% foram gastos com outras despesas correntes, como contribuições trabalhistas e serviços bancários, entre outras.

A participação das despesas de consumo muda de acordo com as classes de rendimento. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), as despesas de consumo representavam 64,5% das despesas totais, e nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), essas despesas representavam 93,9% das despesas totais.

Alimentação, habitação e transporte respondem por 64,2% dos gastos de consumo das famílias amazonenses

A participação das despesas de consumo no total das despesas foi de 83,8% para o Amazonas, com média mensal de R$ 2.696,00. O valor médio das despesas de consumo realizadas pelas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) correspondeu a R$ 1.391,10; representando 93,9% das despesas totais. Já para as famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), o valor médio das despesas de consumo correspondeu a R$ 11.119,35, representando 64,5% das despesas totais.

Das despesas de consumo, as mais representativas são: habitação (35,2%), alimentação (17,3%), transporte (11,7%).

As despesas com habitação responderam pela maior participação nas despesas de consumo das famílias amazonense, representando 35,2% (R$ 1.131,74) das despesas totais. O valor médio das despesas de habitação realizadas pelas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) correspondeu a R$ 590,50; representando 39,8% das despesas totais. Já para as famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00), o valor médio das despesas de habitação correspondeu a R$ 5.376,77, representando 31,2% das despesas totais.

Para as famílias que formam a classe de maiores rendimentos, as despesas com alimentação (R$ 1.275,08) eram mais que o dobro do valor médio do total das famílias do estado (R$ 557,70) e mais que o triplo do valor da classe com rendimentos mais baixos (R$ 386,31) e representavam 17,3% das despesas totais. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos, as despesas com alimentação representavam 7,4% (R$ 1.275,08) das despesas totais e nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), as despesas com alimentação representavam 26,1% (R$ 386,31) das despesas totais.

A terceira maior participação nos gastos com consumo das famílias amazonenses ficou com o grupo transporte (11,7%), representando R$ 377,09. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos, as despesas com transporte representavam 10,9% (R$ 1.882,57) das despesas totais e nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00), as despesas com transporte representavam 8,0% (R$ 118,97) das despesas totais.

No Amazonas, a assistência à saúde representava 3,5% das despesas totais das famílias amazonenses, resultando no gasto de R$ 112,54. Desses gastos com saúde, gastava-se proporcionalmente mais com remédios do que com planos de saúde, mesmo naquelas com os maiores rendimentos.

Carnes, vísceras e pescados são 21% das despesas de alimentação no domicílio

Nas despesas com alimentos para consumo no domicílio, a participação do grupo de Cerais, leguminosas e oleaginosas chegou a 4,1% das despesas com alimentação das famílias amazonense. Farinhas, féculas e massas chegou a 4,2% e tubérculos e raízes, a 0,6%.

Carnes, vísceras e pescados continuam sendo o grupo de maior participação nas despesas (20,2%), com uma significativa diferença entre as famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) e as famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos. Na primeira classe de famílias, a participação desse grupo de alimentos chegou a 21,2%. Na segunda classe de famílias, essa participação chegou a 13,2%. Isso pode ser explicado, pela significativa participação da alimentação fora do domicílio, principalmente almoça e jantar cuja participação chegou a 27,7% das despesas com alimentação desse grupo de famílias.

Os pescados frescos apresentaram importante participação nas despesas das famílias amazonenses com 6,7% das despesas com alimentação. Observa-se que a participação desse grupo de alimentos nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) foi mais importante (8,4%) do que nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (0,9%).

As aves também têm importante participação nas despesas das famílias amazonenses com 9,2% das despesas com alimentação. Observa-se que a participação desse grupo de alimentos nas famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) foi mais importante (12,8%) do que nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (1,9%).

Os leites e derivados participaram com 6,3% das despesas com alimentação, os panificados com 9,7% e as bebidas e infusões com 5,6%.

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