Em uma de suas principais missões, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Governo do Amazonas (Fapeam) investiu R$ 22,5 milhões neste ano na formação de recursos humanos voltados ao desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Desse total, 86% foram aplicados em ações que abrangeram do ensino fundamental e médio ao mestrado e doutorado, conforme destaca a Instituição em seu relatório de gestão 2018.

Neste ano, a receita da Fundação totalizou R$ 112,3 milhões. O valor vem de 1% da receita tributária líquida do Estado, como determina a Constituição estadual; 20% dos royalties gerados pela exploração do petróleo e gás, recursos hídricos e outros minerais do Estado, de forma a complementar os recursos recebidos do Tesouro Estadual; além de recursos provenientes de outras fontes, como convênios.

Foram concedidas 2.634 bolsas para a formação de recursos humanos, um aumento proporcionado pelo Governo Amazonino Mendes de 34,7% na educação básica e 21,3% em mestrado e doutorado em relação aos resultados de 2017. Na avaliação da Fundação, “priorizar investimentos nessa área é condição essencial para estruturar novas plataformas tecnológicas necessárias à diversidade da economia sustentável”.

Para o próximo ano, afirma o presidente da Fapeam, Edson Barcelos, as expectativas são muito boas. “Devemos ter um orçamento pelo menos 30% maior que o de 2018. Queremos dinamizar e ofertar mais editais, sempre voltados ao desenvolvimento das potencialidades do Amazonas, como a biodiversidade”, destaca o presidente da Fundação.

Programas – No fomento à educação básica – Iniciação Científica Júnior, a Fapeam tem o Programa Ciência na Escola (PCE). No nível de graduação, existem o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) e o Fomento na Pós-Graduação – mestrado e doutorado.

Nesse último caso, estão disponíveis o Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado (PROPG-Capes/Fapeam), o Programa Institucional de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados no Amazonas (RH-Posgrad) e o Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos para o interior do Amazonas (Proint-AM). Além disso, a Fapeam desenvolveu ações de intercâmbio e cooperação, nacional e internacional.

Pelo PCE, escolas do Estado são atendidas com o financiamento de projetos apresentados por professores, da capital e do interior. Nesse ano, o Programa teve um alcance maior, aprovando R$ 2,4 milhões para 526 projetos. Já o Paic concedeu 1.002 bolsas a universitários de 14 instituições de ensino e pesquisa.

O PROPG destinou R$ 3,540 milhões para 50 bolsas – 25 de mestrado e 25 para doutorado. Já o Posgrad viabilizou 646 bolsas a estudantes de pós-graduação, de Manaus e do interior do Estado. Nesse caso, o investimento do governo Amazonino foi de R$ 14,9 milhões. E por fim, O Proint, com R$ 2,573 milhões, custeou 9 bolsas de mestrado e 14 de doutorado, todas para estudantes do interior amazonense.

FOTOS: AGUILAR ABECASSIS/ARQUIVO SECOM

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