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FAS coordena amplo e inédito estudo sobre atendimento de saúde na Amazônia

Um amplo e inédito estudo sobre a atual situação do atendimento básico de saúde em comunidades ribeirinhas e indígenas está sendo realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), desde o ano passado, com o objetivo de propor mudanças e melhorias. Uma das ações dessa pesquisa aconteceu na terça-feira, dia 4, com a realização do “Telesseminário SUS na Floresta – Saúde Ribeirinha” que teve a participação de mais de 70 pessoas.

Com análises, orientações de profissionais da saúde, consultas envolvendo vários setores da sociedade em geral, pesquisadores, equipes municipais de saúde (gestores e técnicos), lideranças e representantes de populações ribeirinhas, entre outros, o estudo da FAS apresentará um diagnóstico abrangente apontando os pontos de melhoria necessários para aprimorar o atendimento de saúde na Amazônia Profunda.

“A necessidade de todo esse trabalho, atividades, eventos digitais e pesquisas surgiu na pandemia da Covid-19, quando foram expostos diversos problemas no atendimento de saúde, principalmente em comunidades distantes da capital. Verificamos a necessidade de vários ajustes para que ribeirinhos e indígenas possam receber um atendimento adequado e eficiente na área da saúde”, disse o coordenador do projeto SUS na Floresta, desenvolvido pela FAS, Luiz Castro.

Durante o Telesseminário, realizado pela plataforma Zoom, os participantes apresentaram seus pontos de vista sobre o assunto, além de pesquisas sobre as doenças causadas pela falta de saneamento básico, por condições ambientais e vetoriais adversas, nas comunidades, bem como sobre o potencial de utilização de remédios feitos com plantas medicinais, mudanças no campo de de atuação profissional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), além de diversas recomendações de educação em saúde, como a nutrição saudável com alimentos extraídos ou produzidos de modo sustentável localmente.

“Nesses eventos online e nas ações em campo, ouvimos muitas pessoas que residem e atuam nas comunidades remotas, para saber as peculiaridades da Amazônia profunda, principalmente para buscarmos soluções para as dificuldades envolvendo o atendimento de saúde. Assim, queremos propor medidas eficazes e reais mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo as necessidades da nossa região”, disse Luiz Castro.

Faz parte do time de pesquisadores do projeto SUS na Floresta: a cientista social e mestre em Antropologia Social, Roberta Aguiar, a nutricionista sanitarista e mestre em saúde pública, Juliana Licio, o advogado e especialista em Direito Público, Lucca Fernandes, além da psicóloga, Dra. em Saúde Coletiva, Maíra Mendes.

Já o comitê orientador do programa é formado pela médica e doutora em Saúde Pública, Adele Benzaken, o médico infectologista Bernardino Albuquerque, o filósofo e doutor em Antropologia, Gersem Baniwa, a médica e mestre em Saúde Pública, Heliana Feijó, e o pesquisador e especialista em Plantas Medicinais da Amazônia, Moacir Biondo.

Juntos, sob coordenação da FAS, eles estão organizando documentos importantes como o “Diagnóstico Situacional do SUS”, que é um levantamento sobre a saúde ribeirinha e indígena; “Medicina Tradicional Amazônica” que mostra um estudo sobre plantas medicinais e sistemas alimentares de populações indígenas e ribeirinhas; “Marco Legal” que é uma proposição de aprimoramento do funcionamento do SUS para populações da floresta; e o “Guia de Saúde Ribeirinha” que é uma ferramenta de educação em saúde para auxiliar a atuação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Indígenas de Saúde (AIS). Todo esse processo, sob coordenação executiva da consultora Nathalia Flores, será culminado com uma Proposta de Pontos de Melhoria na Saúde Indígena e na Saúde Ribeirinha, que serão apresentados para as esferas de discussão e decisão dos três níveis de governança pública, além da sociedade civil organizada.

Outro detalhe importante de todo esse material que a FAS está elaborando é que a população em geral também pode contribuir através de enquetes interativas, respondendo uma série de perguntas como “quais fatores podem contribuir riscos à saúde e ao bem-estar de sua comunidade?”. Saiba mais sobre as enquetes no site: fas-amazonia.org/temas/sus-na-floresta.

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