A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), órgão da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), realiza, nesta sexta-feira (21/09), o 1º Encontro de Tuberculose para os profissionais de saúde da capital. A abertura será às 10h, no auditório Luís Montenegro, na sede da FMT, e contará com a presença do diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, e da coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da FVS, Marlucia Garrido.

Marlucia Garrido irá apresentar o cenário epidemiológico da doença no Amazonas. “Até agosto deste ano, foram registrados 2.078 casos da doença, contra 2.148 no mesmo período de 2017, indicando que houve redução, embora o número ainda seja alto”, diz.

A coordenadora diz que são multi-fatores que colaboram para a situação, dentre eles, a prevalência de pessoas com baixa imunidade, vivendo em precárias condições de vida, fumantes, usuários de drogas, alcoólatras, comorbidades tais como diabetes, Aids, câncer e até o envelhecimento da população. “Além desses fatores, o abandono do tratamento mantém a cadeia de transmissão da bactéria na família e na comunidade”, explicou.

O diagnóstico e tratamento da tuberculose são gratuitos e disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Marlucia chama atenção para pessoas com tosse com mais de quinze dias, acompanhada de febre ao final da tarde, falta de apetite e perda de peso. “Essas pessoas devem procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência para avaliação médica. Para quem iniciou o tratamento, a medicação dever ser ingerida todos os dias, no mesmo horário e na quantidade prescrita, e os familiares devem ser examinados. A tuberculose deixa de ser transmitida a partir de quinze dias de tratamento, mas a cura só acontece com o tratamento no mínimo de seis meses”, alerta.

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