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Fórum das Águas promove debate pela regulamentação do Encontro das Águas

No ano em que se comemora 10 anos do Tombamento do Encontro das Águas e seu entorno, como patrimônio cultural e natural brasileiro, o movimento que originou a luta pelo seu reconhecimento pauta agora a necessidade de mobilização da regulamentação do maior cartão-postal do Amazonas em função da movimentação de grupos privados pela construção de um porto para navios de grande porte no local.

O Fórum das Águas, organização da sociedade civil que reúne entidades e movimentos ligados à defesa da Água no Estado do Amazonas, promove, nesta sexta-feira, 26.06.20, às 16h, debate virtual com o tema “Encontro das Águas: 10 anos do tombamento e a luta pela regulamentação” para levar ao conhecimento da sociedade em geral as implicações e conseqüências dessa obra na localidade. A live será transmitida pelo página do facebook do fórum: https://www.facebook.com/forumdasaguasam

Para isso, foram convidados a bióloga, Elisa Wandelli, doutora em Biologia Tropical e Recursos Naturais, fundadora do movimento SOS Encontro das Águas e o antropólogo Ademir Ramos, professor do Departamento de Ciência Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), também co-fundador do SOS Encontro das Águas e do movimento “Grita Brasil: 10 anos Tombamento Encontro das Águas”.

A live será conduzida pelo educador e ambientalista, Valter Calheiros, membro do Fórum das Águas, que também apresentará uma sessão de fotos virtual de sua autoria com registro dos 10 anos do Encontro das Águas.

O objetivo, segundo Calheiros, é mostrar à sociedade a importância da conservação do local pelo impacto estético-paisagístico que ocorrerá na região, o prejuízo do desmatamento de floresta de várzea do rio, margens de lagos, o que poderá afetar também igarapés e nascentes, o risco de derramamento de óleo e dejetos sólidos e líquidos das embarcações, o revolvimento de sedimentos do leito do rio e taludes, o que afetara a vida aquática do local e populações de botos e peixe-boi, espécies ameaçadas de extinção.

Além disso, ele lembra que o local é área de reprodução, pouso e descanso de espécies de aves locais e migratórias, bem como de peixes como o Jaraqui e outros organismos aquáticos. “Há também uma imensa riqueza de sítios arqueológicos de altíssima relevância, com data estimada de 3 a 5 mil anos que sequer foram estudados ainda”, explica.

O Encontro das Águas, fenômeno que forma o rio Amazonas, foi tombado no dia 11 de novembro de 2010, resultante das manifestações dos movimentos socioambientais e comunitários.

O Fórum

O Fórum das Águas tem como princípio ser espaço público, amplo e democrático, aberto ao debate de ideias e experiências, articulador de ações eficazes junto aos movimentos da sociedade civil, lideranças comunitárias, educadores ambientais e demais entidades com a proposta de incidir na construção de políticas sobre a água na cidade de Manaus.

Integram o Fórum das Águas: Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES); MovimentoSalve o Mindu da Universidade do Estado do Amazonas – UEA; Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA); Instituto Sumaúma; Escola Municipal Francisca Nunes; Movimento Cultufuturista da Amazônia; Levante Popular da Juventude; Engajamundo; Rede um grito pela vida; Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus; Comunidade Eclesial de Base (CEBs) regional Norte 1; Movimento Socioambiental SOS Encontro das Águas; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SJPAM); Amigos Sementes da Natureza do Puraquequara; Parque Municipal Nascente do Mindu; Pastoral da Criança da Arquidiocese de Manaus; Equipe Itinerante; Movimento de Mulheres Negras da Floresta – Dandara; Fórum Permanente das Mulheres de Manaus

SERVIÇO

O QUÊ: Live “Encontro das Águas: 10 anos do tombamento e a luta pela regulamentação”

QUANDO: Sexta-feira, 26.06.20

HORÁRIO: 16h

ONDE: https://www.facebook.com/forumdasaguasam