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Fundação de Vigilância em Saúde do interior do Amazonas treina agentes para controle de insetos

De acordo com a diretora presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, é importante ofertar aos municípios atualização constante nas diversas áreas da vigilância

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) realiza, a partir desta segunda-feira (16/09), o curso de Entomologia Aplicada aos Controles de Endemias para capacitar agentes de endemias que atuam nas diferentes cidades do Amazonas a executarem atividades de vigilância entomológica (controle de insetos).

De acordo com a diretora presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, é importante ofertar aos municípios atualização constante nas diversas áreas da vigilância, sejam elas ambiental, epidemiológica, sanitária e laboratorial. “É responsabilidade do Estado manter as equipes municipais de saúde preparadas tecnicamente para o enfrentamento de endemias peculiares da nossa região, tendo em vista, principalmente, a constante rotatividade de profissionais”, disse.

Para a subgerente de entomologia da FVS-AM, Érica Chagas, durante o treinamento, os profissionais terão oportunidade de capturar os principais insetos vetores de interesse para saúde pública da região amazônica como Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikugunya e zika, além do Anopheles Darling, que transmite malária. “É preciso conhecer para combater e este treinamento visa reforçar as ações dos programas municipais de controle de endemias, através da investigação entomológica dos vetores de importância epidemiológica no Estado”, informou.

“A nossa região amazônica com características peculiares exige novas estratégias para o controle de endemias comuns na nossa região, por isso quem trabalha com vigilância precisa ficar atento, principalmente, os que fazem a captura vetorial, pois apenas esses dois mosquitos são responsáveis pelo adoecimento de muitos amazonenses todos os anos”, alertou Érica.

O curso ocorre diante da realidade do Amazonas que apresenta características ambientais que favorecem o desenvolvimento de populações de insetos relacionados a doenças como malária, dengue, chikungunya, zika, febre amarela, leishmaniose e doença de Chagas.

*Interior* – A carga horária do curso é de 88 horas. A programação inclui a parte teórica e prática, sendo abordados temas como a bioecologia, as técnicas de capturas e a identificação das principais espécies de vetores. Esta é a terceira turma e o treinamento segue de 16 a 27 de setembro, para representantes de Coari, Tefé, São Gabriel da Cachoeira, Guajará, Nova Olinda do Norte, Ipixuna, Rio Preto da Eva, Eirunepé, Presidente Figueiredo.

A primeira turma ocorreu no período de 27 de maio a 7 de junho, e contou com a participação de representantes de Japurá, Jutaí, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Lábrea, Careiro Castanho, Atalaia do Norte, Carauari e Itamarati.

A segunda turma, no período de 5 a 16 de agosto, atendeu Beruri, Canutama, Tapauá, Maraã, Amaturá, Anamã, Anori, Santa Isabel do Rio Negro e Alvarães.

A iniciativa está contemplada dentro do programa nacional de Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) que aponta para a realização de um conjunto de ações que proporcionem a identificação de medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou a outros agravos à saúde.

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