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Gestão do Exército e Aeronáutica ganha destaque na Mostra do PQA

Em tempos de transparência na administração pública, mais três instituições das Forças Armadas, duas do Exército e uma da Aeronáutica disponibilizaram, nesta terça-feira (17) suas práticas de gestão, na programação do segundo dia da 21ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade, que reúne as 21 organizações finalistas ao Prêmio Qualidade Amazonas (PQA): a Comissão Regional de Obras da 12ª Região Militar (CRO 12), a 12ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército (12ª ICFEX) e o 7º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII).

Foram dois anos de trabalho para desenvolver um bom plano de gestão e criar coragem para passar pelo crivo do Prêmio Qualidade Amazonas, como definiu o comandante da CRO 12ª RM, coronel Antonio Carlos Pavão Madureira. Criada em 1956, ainda como Comissão Especial de Obras nº 9, a CRO/12 está vinculada diretamente ao Comando do 2º Grupamento de Engenharia. Tem entre seus produtos, projetos de engenharia e arquitetura, orçamentos e planilhas de custos de obras, cronograma de obras com programação física e financeira, vistorias e laudos técnicos, entre outros.

De acordo com o coronel Pavão, a CRO/12 cobre toda a Amazônia Ocidental, o que pressupõe questões logísticas complexas para atender algumas demandas nas vistorias técnicas, como nos pelotões de fronteira, alguns distantes de 3 a 4 dias de barco.

No relatório, as principais práticas de gestão incluem reuniões diárias, semanais e quinzenais. E, entre os critérios, muito valorizado pela banca de juízes, a relação da CRO/12 com a sociedade, o comandante relatou a geração de empregos, segurança e infraestrutura básica nas fronteiras. A CRO/12 faz pesquisa sobre a imagem do Exército Brasileiro e também de clima organizacional para auferir o grau de satisfação da tropa.

Nos processos finalísticos, o coronel Pavão citou atendimento às normas ambientais, e todas as leis envolvendo a questão do meio ambiente, como a recursos hídricos, exploração mineral, ação civil pública e o código florestal brasileiro. Houve crescimento na quantidade de áreas atendidas pelos projetos básicos confeccionados e queda no custo unitário do desenvolvimento de projetos pela CRO/12.

Além do Troféu Ouro, no PAQ, o comandante da CRO/12 almeja apenas, na visão de futuro, ser uma organização técnica de engenharia de referência no âmbito do Comando Militar da Amazônia, DOM, e 2º Gpt e da sociedade Amazônica.

Da juíza Mirian Cohen, especialista em Qualidade, o coronel Pavão ouviu congratulações pela iniciativa e que o comandante, só com este projeto está escrevendo o seu nome na história da CRO/12.

Desafio pelo Ouro

Em seguida, foi a vez do comandante da 12ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército, o coronel de Intendência, Marcelo Luiz Almeida de Jesus, apresentar o seu relatório, definido por ele, com o desafio de conquistar o Troféu Ouro 500 pontos, a premiação mais cobiçada do PQA. A instituição ganhou o Trofeu Bronze, em 2018, e Prata, em 2019.

Faz parte das estratégias e planos da gestão da 12ª ICFEX, contribuir com o aperfeiçoamento da gestão e da governança das unidades gestoras vinculadas na área do Comando Militar da Amazônia, além de aperfeiçoar os processos de auditoria, de acompanhamento e análise da gestão e de monitoramento das recomendações; orientar e acompanhar os registros contáveis das unidades gestoras vinculadas em consonância com os preceitos da contabilidade pública e contribuir com a geração de valor das unidades.

O coronel enumerou os riscos organizacionais classificados como de extrema, alta e média magnitude, onde deu destaque para a falta de recursos orçamentários para custear as despesas de capacitação e realização das auditorias.

No quesito Sociedade, o comandante apresentou plano de ação com o Objetivo Estratégico 05, de contribuir com o desenvolvimento social e a sustentabilidade, que inclui indicadores para redução de 5% do consumo de água, energia e papel.

SERIPA VII

O 7º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), na sua segunda participação no PQA com o modelo de gestão, também aposta este ano na superação rumo ao troféu 500 pontos. O Tenente Coronel Aviador Antonio Carlos Neves Trigueiro, falou sobre as atividades desenvolvidas no local que tem por finalidade planejar, gerenciar, controlar e executar atividades relacionadas com a investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos, no âmbito da aviação civil, em sua área de Jurisdição, que integra os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

“Para sair dos 250 pontos e ir para os 500, estamos trazendo esse ano melhorias e mudanças nos nossos processos e no acompanhamento da qualidade deles, principalmente neste ano tão atípico em que tivemos adaptação da organização ao ‘novo normal’ utilizando ferramentas online”, disse Trigueiro, ao ser parabenizado pelo jurado da 21ª Mostra, Cesar Viana, pela coragem e determinação em busca do troféu 500 pontos.

De acordo com o atual chefe da organização, outro grande destaque do Seripa VII é a certificação conquistada da NBR ISO 9001: 2015, alcançada em setembro de 2019. Considerada a coroação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) da instituição, segundo Trigueiro, agora se tem a otimização dos processos de investigação facilitando para a chefia a tarefa de encontrar e corrigir ineficiências de gestão dentro da organização, além de garantir a satisfação do cliente. “Buscamos a satisfação e a melhoria contínua do sistema, assegurando a conformidade com os requisitos e normas aplicáveis”, ressaltou.

Foto: Divulgação

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