Governo do Amazonas amplia acolhimento psicossocial para outras seis unidades de saúde

Tendas passaram a funcionar nos SPAs Alvorada, Coroado, Chapot Prevost, Joventina Dias, São Raimundo e UPA José Rodrigues

O Governo do Amazonas ampliou, nesta semana, o atendimento psicossocial a famílias com parentes internados com Covid-19 para outras seis unidades de saúde. O serviço já é oferecido em grandes hospitais da rede pública nas tendas de assistência, acolhendo familiares e dando orientações por meio de profissionais.

Nas tendas, equipes multidisciplinares coordenadas pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), em parceria com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e a Secretaria de Assistência Social (Seas), divulgam informações sobre procedimentos de alta, transferências, orientações a respeito de programas de apoio social, encaminhamentos para grupos psicológicos, entre outras atividades.

A ampliação do serviço iniciou na quarta-feira (27/01) e agora está disponível na área externa dos Serviços de Pronto Atendimento (SPA) do Alvorada, Coroado, Chapot Prevost, Joventina Dias, São Raimundo e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues. Nos SPAs e na UPA, o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos fins de semana, das 8h às 14h. Anteriormente, as equipes já estavam instaladas nos hospitais João Lúcio, Platão Araújo e Fundação Allan Kardec.

A subcoordenadora de Projetos Sociais da UGPE, Viviane Dutra, destacou que em três SPAs (Alvorada, São Raimundo e Coroado), onde a demanda tem sido maior, o Governo do Amazonas somou esforços com universidades para obtenção de apoio em recursos humanos. Ela considera o crescimento da atividade essencial para apoiar essas famílias.

“O atendimento psicossocial está sendo desenvolvido principalmente para a orientação das famílias no momento da transferência, da alta ou do óbito. E, também, o encaminhamento dessa família para os projetos, para as ações de orientação social e psicológica. O que a gente tem verificado é que tanto em situações de alta ou de óbito, o feedback é positivo, no sentido de que as famílias se sentiram apoiadas, orientadas, assistidas ou pelo menos ouvidas nesse momento de aflição da enfermidade”, afirmou.

Informação – A assistente social Mary Jônia Guedes atua no SPA Joventina Dias, bairro da Compensa, zona oeste, um dos locais que oferecem a tenda de acolhimento. A profissional explica que a procura envolve casos diferenciados e reforça a importância em fornecer informações às famílias.

“No primeiro momento, nós íamos ficar só para atender os familiares das pessoas que estão acometidas com a Covid, mas têm inúmeras situações. As vezes não é só com os familiares do pessoal com Covid, tem outras informações. As vezes o familiar está internado, arrumou um outro tipo de doença e a gente não deixa de informar. Qualquer informação que eles venham nos procurar a gente vai lá dentro e traz a informação que eles precisam”, explicou.

A diretora do SPA Joventina Dias, Elcinei Lima, acrescenta que o acolhimento psicológico favorece o fluxo de trabalho das equipes dentro das unidades de saúde.

“Isso é muito importante, porque facilita com que o nosso trabalho flua melhor. E também evita contaminação, porque pessoas lá de dentro não têm que vir aqui fora para passar essa informação; e as pessoas que estão aqui na tenda recebem essas informações e conseguem manter o acompanhante mais tranquilo, mais calmo, mais bem informado e isso facilita que o nosso trabalho”.

FOTO: Arthur Castro/Secom