Na manhã desta quarta-feira (22/05), representantes das secretarias estaduais de Assistência Social (Seas), Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), e de Administração e Gestão (Sead), e do 6º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército, iniciaram um processo de reconhecimento de locais para o funcionamento de uma base para todos os órgãos e instituições envolvidas no processo de acolhimento dos refugiados venezuelanos, um posto de triagem e um albergue para esse público. A ação faz parte da Operação Acolhida do Governo Federal, por meio do Ministério da Defesa.

Um galpão localizado ao lado do Terminal Rodoviário de Manaus foi visitado pelos representantes. No espaço, que tem 2.895 metros quadrados de área construída, foi considerada a possibilidade de instalação de um Posto de Informação e Recepção, onde os órgãos envolvidos fornecerão informações e prestação de serviços, como expedição de documentos, vacinação, guarda de objetos e orientações. Este lugar foi considerado porque está próximo à rodoviária, que é uma das principais portas de entrada dos venezuelanos em Manaus.

Também foi visitado um terreno na avenida Torquato Tapajós, na zona centro-oeste, localizado ao lado de um galpão, também foi visitado. No local, deverá ser instalado um albergue, que será o local onde os refugiados dormirão à noite. A ideia é que, uma vez de posse de toda a documentação e após receberem as vacinas e encaminhamentos necessários, eles possam procurar um trabalho e ficar apenas à noite num curto espaço de tempo no local. Outra possibilidade é, após essa etapa, os refugiados irem para os abrigos, caso queiram ficar em Manaus, ou para o interior do Estado, no chamado processo de interiorização.

A Operação Acolhida é liderada pelo Ministério da Defesa, com a colaboração de órgãos estaduais e municipais, que entram com o apoio às ações do Ministério, com fornecimento de refeições, prestação de serviços de saúde, expedição de documentos e encaminhamento para os abrigos aos refugiados que queiram se fixar no Brasil. Atualmente são 80 pessoas, entre representantes do Governo Federal, estado e município, envolvidos nas ações da operação, que foi lançada em Roraima em 2018.

FOTO: Divulgação/Seas