Haddad afirma que a justiça brasileira está demorando para dar resposta ao “tsunami cibernético”

Foto: EBC

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) disse nesta sexta-feira (19) que a Justiça Eleitoral está demorando para dar uma resposta ao que ele chama de “tsunami cibernético”. O petista se refere ao grupo de empresários que financiaria a disseminação de notícias falsas contra o Partido dos Trabalhadores.

Segundo ele, o que aconteceu no final do primeiro turno foi muito grave, não pelo fato de a campanha presidencial ter sido influenciada, mas por muitos parlamentares do novo Congresso terem sido eleitos por conta dessas mensagens enviadas pelo WhatsApp.

Em um comício, o presidenciável disse que colocar Bolsonaro para governar o país é muito grave. Além disso, disse que a economia precisa de cuidados, e se não tiver ação, “a coisa não vai andar”.

“A situação é grave, a economia está exigindo cuidados. A gente precisa gerar emprego no dia 1º de janeiro. Já começar a gerar emprego, gerar oportunidades de educação. Muita gente saindo da escola por falta de condição material, 170 mil universitários deixaram as federais porque não tinham bolsa permanência. Ou seja, se não tiver ação, a coisa não vai andar.”

Haddad disse também que descobriu o esquema de Bolsonaro no WhatsApp e que os empresários que estão colocando dinheiro ilegal na campanha dele não vão poder fazer isso na semana que vem, afinal, pode acontecer de a Polícia Federal rastrear e ter alguma prisão. Segundo o petista, isso é muito importante para ele.

Nesta sexta-feira (19), Haddad participou também de um debate organizado pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes).

Nesta semana, economistas brasileiros e estrangeiros lançaram um manifesto de apoio à candidatura de Fernando Haddad. Entre eles estão o vencedor do Prêmio Nobel em Economia em 2001 e o ex-presidente do banco central americano.

Reportagem, Cintia Moreira

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