Além de Hitalo, Gustavo também fez três, já Pedrinho marcou dois e Vinicius e Vitinho um cada, na vitória por 10 a 0 sobre o Real Manaus

Grilo, como é conhecido pelos amigos, tem apenas 18 anos, mas carrega consigo uma história de superação e, no jogo desta terça-feira (21), quando o Naça venceu o Real Manaus por nada menos que 10 a 0, o atacante mostrou de onde vem tanta garra e vontade de vencer dentro e fora das quatro linhas.

Mesmo com o resultado elástico e seus três gols, Hitalo garante que é necessário manter os pés no chão, tanto na derrota e, principalmente na vitória.

“A vitória de ontem não mostra que somos os melhores. Ainda tem muita água para rolar e é só o começo da competição. Todos nós esperamos que será um campeonato muito disputado, tem times muito bons, por isso, a cada dia temos que trabalhar mais firme e forte do que o dia anterior. Só assim vamos conseguir alcançar nossos objetivos”, afirmou.

Habilidoso, o atacante conta que joga futebol desde os 10 anos de idade. Sua maior inspiração dentro do futebol é o atacante italiano Balotelli. No entanto, os gols que faz aponta aos céus, uma homenagem aos pais já falecidos. A mãe morreu logo após dar à luz a Hitalo e o pai, em 2016, de infarto.

“Eu dedico meus gols a eles. Se hoje estou aqui foi graças a eles, ao amor que construíram juntos. Eu sou fruto disso. Onde estiverem estão muito felizes, por isso, vou me esforçar ainda mais para poder dedicar muito mais gols a eles.”, revela emocionado.

Logo após nascer e perder a mãe, o atacante foi criado pela tia materna, Leila Nascimento, a maior incentivadora da carreira de Hitalo.

“Minha tia Leila é quem me incentiva muito. Nunca me deixa desistir. Ela sempre tem palavras certas, nas horas certas. Ela é uma pessoa muito especial”, disse.

Questionado sobre o motivo de ter escolhido ser jogador de futebol, ele não hesita de revelar: “Para ajudar minha família.”

Ele começou jogando no Clipper, mas já defendeu o Sul América e Rio Negro e agora está vestindo o manto azulino. Mesmo tão jovem, Hitalo mostra sua maturidade e responsabilidade com o futebol baré.

“Sei da grandeza que é o futebol amazonense. Só estamos passando por uma fase, a esperança de dias melhores estão nos nossos pés e dos moleques que estão vindo. Sonho um dia jogar vendo a Arena da Amazônia lotada. Quem sabe um dia e vestindo a camisa do Nacional, né?”, completa.

Alguém duvida que o “Grilo” vá realizar seus sonhos? Acreditamos que não, pois ao final de todo dia, ele sente que conseguiu superar mais uma batalha, a ausência dos pais e ele transforma a dor em força.

FOTO: Milly Barreto/ASCOM Nacional FC