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HIV/AIDS: Ministério da Saúde e ONU capacitam jovens para atuar no controle social da doença

Nos últimos dez anos, o número de casos de aids entre jovens de 15 a 24 anos cresceu no Brasil. A maior incidência esta entre as pessoas que são gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas. Pensando em reduzir o número de infectados no país, o Ministério da Saúde e a Organização das Nações Unidas, a ONU, está selecionando jovens nesta faixa etária para capacitação no curso de Formação de Novas Lideranças para o controle social do HIV e aids. Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, os jovens vão ajudar a reduzir o casos de aids nessa parcela da população.
“O objetivo principal desse treinamento é que a gente qualifique a juventude para que ela possa contribuir a melhorar o Sistema Único de Saúde e melhorar a resposta brasileira à epidemia de aids, particularmente para esta parcela da população. Uma parcela da população que não viveu aquele processo da epidemia de aids na década de 80 e década de 90. Não viu os seus heróis morrerem de aids. Portanto, não se impactou com a epidemia como a juventude do passado se impactou. Essa juventude tem usado menos camisinha e por conta disso a gente acha que treinar as lideranças, forma gente que possa falar com seus pares, possa ajudar os seus iguais é uma questão importante que pode ser feito nesse momento.”

Logo que viu em uma rede social a divulgação do curso de capacitação, o autônomo de 23 anos, Romeu Maurício, que já é militante pela causa LGBT, se interessou em participar do curso.

“Eu, junto com colegas, trabalho com esse público com esse público há um bom tempo, inclusive na organização de paradas LGBT’s e já temos um conhecimento da vulnerabilidade dessa população por inteiro e vendo as possibilidades que cada um tem de se contaminar. Aí, me despertou a vontade imediata de fazer minha inscrição de participar, para que eu possa aprender mais a como levar mais informações a integrantes da comunidade que eu sou integrante e sou um ativista. Então, eu vejo pra mim e para muitos outros jovens que são ativistas, ou não. Ou que participam de algum grupo de risco, uma grande oportunidade.”

O curso, que terá carga-horária de 36 horas, é realizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Os interessados em participar da iniciativa poderão realizar suas inscrições até o dia 8 de março, por meio de formulário eletrônico disponível no site do ministério. O endereço é: www.saude.gov.br

Reportagem, Diane Lourenço

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