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Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri condena dois acusados de espancar e enterrar vítima no Monte das Oliveiras

Crime ocorreu em 2014 e, segundo as investigações, foi motivado por disputas do tráfico de drogas.

O Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou e condenou nesta quinta-feira, 23, um trio acusado de matar Josimar Marques Vasconcelos. Ismael da Silva Souza, vulgo “Smalezinho”, Robert Carlos da Silva Penha, vulgo “Jojó”, foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado, e Alex Júnior Barbosa dos Santos, vulgo “Júnior”, foi absolvido.

A Sessão de Julgamento foi presidida pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri Celso Souza de Paula. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) esteve representado pelo promotor de justiça Igor Starling. O defensor público Antônio Ederval de Lima e os advogados Camila Berolini e Éder Carlos Ribeiro Pires atuaram na defesa dos réus.

Os réus foram incursos nas penas do art. 121, § 2º, I (motivo torpe), II (asfixia e meio cruel) e IV (emboscada), todos do Código Penal, c/c art. 244-B, caput, §2º, da Lei n.º 8.069/ 90. Ao final do julgamento o promotor de justiça Igor Starling disse que o Ministério Público vai recorrer porque Alex Júnior Barbosa dos Santos foi absolvido.

O crime

Consta na denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas que no dia 29 de setembro de 2014, Ismael da Silva Souza, vulgo “Smalezinho”, Robert Carlos da Silva Penha, vulgo “Jojó”, e Alex Júnior Barbosa dos Santos, vulgo “Júnior”, espancaram, golpearam com enxada, amarraram e enterraram a vítima ainda viva, o que culminou em sua morte. O crime foi praticado na Comunidade Agnus, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus.

De acordo com a apuração da Polícia Civil do Estado do Amazonas, que gerou o inquérito policial e consequentemente a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, Ismael da Silva Souza se apropriou das drogas do traficante Robert Carlos da Silva Penha e acusou vítima de tê-lo feito. Assim, Robert Carlos decidiu que ceifaria a vida de Josimar Marques Vasconcelos, de forma cruel.

No dia do crime, Ismael convidou a vítima para usar drogas em uma área verde da comunidade, mas na realidade era uma emboscada. Ao chegarem no local encontraram os outros dois comparsas, Robert Carlos da Silva Penha e Alex Júnior Barbosa dos Santos, além de dois menores de idade.

Segundo as declarações de testemunhais, Ismael da Silva Souza levara consigo um cabo de força (fio elétrico), que foi utilizado para amarrar os pés, as mãos e o pescoço da vítima e, a mando de Robert Carlos da Silva Penha, cavou um buraco para enterrar a vítima. Enquanto Ismael cavava o buraco, os menores de idade faziam vigília para garantir a execução do crime e os demais denunciados espancavam a vítima. Josimar Marques Vasconcelos ainda recebeu vários golpes de enxadada na cabeça e no corpo e em seguida foi enterrado com vida morrendo por asfixia mecânica e estrangulamento.

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