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Hospital das Clinicas de SP realiza primeiro transplante de útero da América Latina

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a USP, realizou, com sucesso, pela primeira vez na América Latina, um transplante de útero de doadora falecida. Este é o terceiro procedimento do tipo no mundo. Antes, apenas Estados Unidos e Turquia haviam realizado a técnica.

Em entrevista à Rádio USP, o diretor da divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas, Edmund Chada Baracat disse que, embora o procedimento tenha sido aprovado pelo Conselho Nacional de Ética e Pesquisa, o Conep, a cirurgia ainda é experimental e, por enquanto, não está aberta à população. De acordo com ele, a paciente que recebeu o órgão não tinha útero e, por isso, não podia engravidar. Agora, com a cirurgia, a perspectiva é de ela possa ter filhos dentro de um ano. “A perspectiva de gravidez é de um ano após o procedimento cirúrgico. Nós vamos, nesse período, avaliar a qualidade do útero em receber um embrião. Essa paciente já tem oito embriões congelados. Porque é sine qua non para realizar o transplante que ela tenha condições de gestar. Ela e o seu companheiro”.

O transplante de útero, conforme Edmund Chada Baracat, foi realizado no dia 20 de setembro pela equipe de ginecologia da divisão de Clínica Ginecológica do Hospital das Clinicas da USP e contou com a colaboração do grupo de transplante hepático da instituição. O médico ressaltou a experiência brasileira na realização de transplantes e disse que o procedimento é histórico para Faculdade de Medicina da USP. “O Brasil é um país já consagrado na realização de transplantes, seja de transplante renal, hepático, de coração, de pulmão e de outros órgãos que são transplantados. Mas o transplante uterino realmente colocou o País em condição de realce. Dois casos já realizados de transplante de útero por doadora falecida e esse é o terceiro caso, o do Brasil. E, oxalá, nós consigamos uma evolução bastante satisfatória para sanar o desejo dessa nossa paciente”.
O diretor da divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP também ressaltou que o procedimento brasileiro pode ser o primeiro do mundo em que a paciente consiga gerar o filho até o nascimento. Nos Estados Unidos, o útero teve de ser retirado logo após a cirurgia, enquanto no segundo caso, na Turquia, a paciente sofreu um aborto espontâneo.

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