Com ganhos que ultrapassaram a meta inicial de 20% do Programa Brasil Mais Produtivo (B+P) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) a empresa Indústria Amazonense de Alumínio (IAA), especializada no corte de chapas de MDF (placa de fibra de média densidade), alcançou aumento de 87,92% no índice de produtividade.

Para o gerente André Augusto da Costa, o investimento realizado pela Indústria Amazonense de Alumínio (IAA) em consultoria com o SENAI foi recuperado em apenas duas semanas de aplicação das mudanças de processo na produção. “Mudanças como pagamento de chapas feito pelo almoxarife e mudanças no horário de almoço do operador da seccionada e coladeira de borda, sem gerar custo de hora extra para a empresa, geraram uma redução de custos e aumento de produtividade, pois a redução de custos se reverte em ganhos”, frisou Costa.

O B+P teve como principais contribuições a padronização e análise das melhorias dos processos produtivos da empresa IAA, além da melhoria de qualificação e de nível de satisfação de seus funcionários. A implantação desse programa proporcionou maior estabilidade dos processos produtivos da empresa nas seguintes áreas: Seccionadora, Coladeira de borda, Limpeza, Embalagem e Expedição.

De acordo com o instrutor do SENAI, Alan Moreira, que acompanhou a consultoria na IAA, a aplicação de ferramentas, como Lean Manufacturing, vem para ajudar a empresa, principalmente, neste momento de crise, com uma gestão mais enxuta e lucrativa e bem vista no mercado pelos contratantes. Mas para isso é necessário investimento, não simplesmente de dinheiro e sim de cultura que traga uma nova filosofia organizacional, em que a produção, os custos e os profissionais estejam interligados e visem uma melhoria contínua em benefício de todos.

“O que precisa ser mudado é o antigo “jeitinho de se fazer as coisas”, tudo mudou, o mundo mudou. A ociosidade, o retrabalho, geram custos que comprometem uma operação e, hoje, o mercado exige muita qualidade em menos tempo”, frisa Moreira.

Com a consultoria, a IAA descobriu que o tempo de ociosidade chegava a 4 horas, o que representava perda de 50% do tempo de atividade, sendo desperdiçado com a paralisação da máquina e respectivamente do operador para receber e conferir material, entre outras atividades. “A redução de ociosidade caiu para 30 minutos após a avaliação e alteração nos processos. Cada um realiza o seu trabalho em linha reta sem precisar parar a máquina”, frisou Moreira.

A IAA começou suas atividades há mais de cinco anos, sob a direção de Hellington Oliveira e Hellen Barretto, na produção de chapas e telhas de alumínio e telhas galvalume. Em 2015, ampliou as atividades com a produção de móveis de madeira (MDF) e produtos da área naval, como botes de 5, 6 e 7 metros para transporte de pessoas, além de chapas de alumínio. Hoje a empresa tem 46 colaboradores, sendo 21 somente na área de produção, incluindo o supervisor Omar Augusto.

Atualmente, a empresa atende às demandas da indústria, comércio e pessoa física.

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