presidenta Dilma Rousseff
presidenta Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff está articulando barrar o processo de impeachment em duas frentes, ou seja, via Justiça e na mobilização das bases políticas do PT. Nesta quinta-feira, o partido deu entrada no STF com pedidos para barrar o impeachment sob alegação de, que Eduardo Cunha cometeu abuso de poder. O ministro do supremo, Gilmar Mendes rejeitou o pedido do PT. Em outra frente, Dilma estaria articulando apoio entre os movimentos sociais e com governadores aliados. Certo mesmo, é que a presidente quer pressa no trâmite do impeachment na Câmara dos Deputados onde o governo tem maioria. O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, pediu aos colegas de governo que se mobilizem para unir as bases. De acordo com Jaques Wagner, nove governadores do Nordeste assinaram manifesto em favor da presidente. No congresso, a oposição pediu que os trabalhos legislativos não fossem interrompidos pelas férias de final de ano. Porém, nesta sexta-feira, o grupo de deputados federais a favor do impeachment recuou e já pedem que o recesso seja respeitado. A oposição espera que, após as festas de fim de ano, a população passe a ir às ruas para pedir a saída de Dilma. Sendo assim, a pressão das ruas pode levar os deputados, que hoje estão na base da presidente, a votar a favor do impeachment. Na última quarta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, do Rio de Janeiro, autorizou abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta, o processo foi lido no plenário da Casa. Na próxima semana, uma comissão especial composta por deputados federais deve ser criada para analisar o processo. Após essa fase, a presidente vai ter 10 sessões ordinárias da câmara para apresentar defesa.

Reportagem, Cristiano Carlos