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Inadimplência do consumidor cai 2,6% em 2019, aponta segundo a Boa Vista

Em dezembro houve queda de 1,4% na comparação mensal

Gov Agricultura

De acordo com dados nacionais da Boa Vista, a inadimplência do consumidor recuou 2,6% ao longo de 2019. Na avaliação mensal com ajuste sazonal, dezembro apresentou variação negativa de 1,4% frente a novembro. Quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2018, o indicador caiu 0,7%.

Regionalmente, na análise acumulada do ano, todas as regiões registram queda: Centro-Oeste (-3,8%), Norte (-1,4%), Nordeste (-2,6%), Sul (-5,2%) e Sudeste (-1,8%). Na comparação mensal apenas a região Nordeste apresentou alta ao variar 0,9%.
A queda da inadimplência observada a partir do final de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

Com isto, a inadimplência dos consumidores atingiu um patamar historicamente baixo, o que proporcionou a redução dos juros e motivou o aumento das concessões a partir de 2017, o que, por sua vez, vêm resultando em um crescimento significativo do endividamento e do comprometimento nos últimos meses.

Os economistas da Boa Vista têm alertado que o elevado nível de desocupação e a subutilização da mão-de-obra, somados à lenta recuperação da renda, aumentam a possibilidade de que esta expansão recente dos empréstimos resulte em maior inadimplência nos próximos meses.

Por ora, passado o período mais intenso da crise e a melhora da expectativa referente ao ambiente econômico, o indicador demonstra sinais de que caminha para a estabilização após quatro anos consecutivos de queda nos registros.

Além da desaceleração da queda na análise em 12 meses, outros dados de mercado mostram que a inadimplência tende a crescer mais entre os consumidores de menor renda, exatamente os mais afetados pela lenta recuperação do mercado de trabalho.

Assim, a equipe econômica da Boa Vista volta a ressaltar que uma retomada mais vigorosa e generalizada do crédito aos consumidores, sem aumento dos riscos, segue condicionada, a curto prazo, à evolução do mercado de trabalho e do endividamento das famílias.

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