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Inadimplência no ensino superior teve leve queda, mas ainda é maior que a das pessoas físicas

Pesquisa do Semesp aponta recuo de 1% no país em 2017 para mensalidades com mais de 90 dias de atraso

A 12ª Pesquisa de Inadimplência, realizada com as instituições de ensino superior pelo Semesp – entidade que congrega mantenedoras do Brasil –, apontou que a inadimplência de alunos recuou 1% em todo o Brasil e também no Estado de São Paulo em 2017, registrando 8,93% para as mensalidades com atraso acima de 90 dias. Para o total das pessoas físicas, a inadimplência registrou queda de 12% no mesmo período, ficando em 5,25%.

“A leve queda da inadimplência, mesmo em um ano de crise econômica e drástica redução na oferta de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil – Fies pode ser explicada pelo esforço das instituições de ensino superior na renegociação das dívidas e na ampliação da oferta de crédito estudantil próprio por meio do parcelamento das mensalidades por períodos superiores ao do curso”, disse Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp.

As projeções da Assessoria Econômica do Semesp, realizadas com base em indicadores de atividade econômica, número de contratos do Fies e entrevistas com mantenedores de IES, apontam para aumento da inadimplência para mensalidades com mais de 90 dias de atraso, devendo ficar em torno de 9,05% em 2018.

“Essa projeção de aumento da inadimplência em 2018 deve-se ao prolongamento da crise econômica, agravada pelo cenário político totalmente indefinido, e mais uma redução drástica na oferta de vagas do Fies. Além disso, a capacidade das IES em ofertar crédito próprio aos alunos vem se esgotando e a tendência, portanto, deverá ser de ligeiro aumento da inadimplência”, explica Capelato.

As Instituições de Ensino Superior de pequeno porte registraram as taxas mais altas de inadimplência em mensalidades com mais de 90 dias de atraso em 2017, com relação a 2016, de 12,7% para 12,6%, bem acima das IES de médio porte (6,5%). Já as IES de grande porte registraram aumento, de 6,7% em 2016 para 7,2% em 2017.

A Região Metropolitana de São Paulo, que representa mais da metade das matrículas no ensino superior privado do estado (55%), registrou aumento de 6,5% na inadimplência acima de 90 dias, subindo de 5,2% em 2016 para 5,6% em 2017.

A íntegra da pesquisa, com o detalhamento completo, é só para os associados ao Semesp. Os jornalistas devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação.

Sobre o Semesp – Fundado em 1979, o Semesp, entidade que congrega um grupo expressivo de mantenedoras de ensino superior do Brasil, tem como objetivos prestar serviços de excelência e orientação especializada aos seus associados, oferecer soluções para o desenvolvimento da educação acadêmica do país, além de preservar, proteger e defender o segmento privado do ensino superior brasileiro. Comprometida com a inovação, a entidade mantém uma estrutura técnica especializada que realiza periodicamente uma série de estudos e pesquisas sobre temas de grande relevância para o setor e promove a interação entre mantenedoras e profissionais de educação. Realiza também eventos como o Fórum Nacional: Ensino Superior Particular Brasileiro, o Congresso Nacional de Iniciação Científica, o Congresso de Políticas Públicas para o Ensino Superior e as Jornadas Regionais pelo Interior de São Paulo, e ainda capacita os profissionais da educação superior por meio da Universidade Corporativa Semesp.