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Infertilidade conjugal pode ser causada por problemas urológicos simples e que têm tratamento

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Caracterizada pela tentativa de engravidar, por 12 meses ou mais, mesmo sem o uso de contraceptivos e com um casal saudável e sem nenhuma patologia aparente, a infertilidade conjugal (termo atribuído pela Organização Mundial da Saúde), pode ter como protagonista tanto o homem, quanto a mulher. No caso do sexo masculino, responsável por 30% dos casos, os problemas seminais podem ser ocasionados por diversas alterações, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo.

Entre elas, estão a varicocele (varizes na região escrotal), a falência testicular primária, as infecções seminais, a criptorquidia, (testículos fora da bolsa testicular), as obstruções do aparelho reprodutor, além de disfunções hormonais. A boa notícia é que, para a maior parte delas, há protocolos de tratamento pré-estabelecidos e que geram resultados significativos e até a cura.

Parte dessas alterações podem ser resolvidas de forma cirúrgica. É o caso da criptorquidia e da varicocele. Em parte dos casos, há complementação hormonal e medicamentosa para o sucesso do tratamento. “São cirurgias relativamente simples. O tratamento da criptorquidia ocorre, geralmente, ainda na infância, à exceção de casos muito específicos. Já a varicocele, atinge pessoas adultas, causando dor, mas também é reversível”, destacou Figliuolo, que também é doutor em saúde coletiva.

A hipótese de infertilidade é analisada, inicialmente, do ponto de vista clínico. Em seguida, exames complementares, como o espermograma, pode detectar possíveis problemas na qualidade do sêmen ou baixa produção de espermatozóides, por exemplo, o que exige a utilização de certas vitaminas e alimentos que estimulem o aumento da produção. Neste caso, o acompanhamento deve ser multiprofissional, e incluir urologista, nutricionista/nutrólogo, entre outros.

Entre as alterações detectadas com o espermograma estão: azoospermia (ausência de espermas), oligozoospermia (baixa contagem), astenozoospermia (pouca mobilidade dos espermas) e teratozoospermia (formato inadequado dos espermas).

Parte delas pode ser ocasionada por alterações hormonais, como testosterona, prolactina, hormônio LH e hormônios FSH, diretamente relacionados à qualidade e produção dos espermatozoides. O tratamento para cada tipo de alteração é diferenciado e envolve uma ou mais modalidades terapêuticas.

O cirurgião destaca que técnicas de reprodução assistida também podem ser indicada, a partir do processamento do sêmen para inseminação artificial, fertilização “in vitro”, entre outras. “É importante frisar que uma parte significativa dos casais consegue engravidar após a detecção do problema e o tratamento adequado. No caso dos homens, o primeiro passo é buscar a orientação e a avaliação de um médico urologista. Às vezes, a alteração é algo tão simples, mas que acaba causando um transtorno prolongado a muitos casais”, concluiu Figliuolo.

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