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Inflação avança e fecha maio em 0,31%; resultado é o menor para maio desde 2007

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, avançou em maio e fechou o mês em 0,31%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, e mostram que o índice mais do que dobrou quando comparado ao resultado de abril, que foi de 0,14%. Apesar do aumento na passagem de um mês para o outro, esta é a menor taxa para maio desde 2007. O economista Roberto Piscitelli, que é ex-conselheiro do Conselho Federal de Economia, Cofecon, analisa o resultado como razoável para o atual cenário econômico brasileiro. “No momento atual é o razoável. Estaria dentro da expectativa, ainda mais se considerarmos as taxas de juros ainda muito elevadas. E, por tanto, é uma tentativa do controle da inflação através da fixação da Selic – que agora, pelo o que se anuncia, terá quedas menores do que as que vinha apresentando anteriormente.”

De acordo com o IBGE, nos acumulado de 12 meses, a inflação caiu para 3,60%. O que acontece é que, para que os preços não fiquem muito altos, nem muito baixos, o governo determina, todo o ano, uma meta de inflação. O centro da meta para este ano foi fixado em 4,5%. Na avaliação do economista Roberto Piscitelli, a tendência é que o Brasil feche o ano com a inflação mais baixa que o centro dessa meta. “Nós ficamos ficar abaixo do centro da meta de 4,5. Nesse aspecto, acho que não há nenhum fator excepcional que possa modificar essa tendência. Por exemplo, algum choque externo ou elevação brusca da taxa de câmbio. Nada disso se delineia. Parece que não temos pela frente choque de ofertas de alimentos, por exemplo. A safra que o Brasil deve colher deve colher este ano mais uma vez deve bater recorde. Portanto isso vai contribuir também para a manutenção de um índice reduzido.”

Ainda de acordo do IBGE, o item que mais contribuiu para o aumento da inflação de 0,14% para 0,31% na passagem de abril para maio foi a energia elétrica. Isso porque a luz ficou quase 9% mais cara para os brasileiros, já que não houve desconto nas contas em maio. Por outro lado, os grupos de transporte e alimentação ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação não tivesse uma alta ainda maior.

Reportagem, Bruna Goularte