25.3 C
Manaus
terça-feira, fevereiro 27, 2024

Janeiro, o mês ideal para o turismo de base comunitária: uma jornada por culturas autênticas e desenvolvimento local

Janeiro é reconhecido como o momento perfeito para abraçar o conceito de Turismo de Base Comunitária (TBC), transformando viagens tradicionais em experiências autênticas e impactantes. Esta modalidade de turismo destaca-se por valorizar as culturas tradicionais e estimular o crescimento econômico das regiões visitadas.

O TBC oferece muito mais do que a simples experiência de visitação; ele promove uma imersão profunda nas comunidades locais. “Essa abordagem permite aos viajantes não apenas descobrir novos destinos, mas também se engajar ativamente na vida das comunidades, onde os residentes são os verdadeiros protagonistas, compartilhando suas tradições, histórias e costumes”, explica Fabiana Prado, gerente do projeto LIRA/IPÊ – Legado Integrado da Região Amazônica.

Um exemplo prático dessa prática é o projeto Rotas e Pegadas, da Fundação Vitória Amazônica, apoiado pelo LIRA. O projeto tem foco no desenvolvimento sustentável na região do Baixo Rio Negro, na Amazônia, por meio do turismo comunitário. Ele visa capacitar guias locais, famílias anfitriãs e desenvolver planos de negócios que se alinhem com os princípios de gestão sustentável, ao mesmo tempo que melhora a infraestrutura local. A trilha Caminhos do Rio Negro, inserida no projeto, promete uma jornada única pelas unidades de conservação no Mosaico do Baixo Rio Negro.

Outra iniciativa notável é o projeto Nossa Bio, da SOS Amazônia, também apoiado pelo LIRA. Este projeto trabalha na estruturação da Trilha Chico Mendes, promovendo o TBC no Parque Estadual Guajará Mirim, no Acre. A trilha oferece uma experiência imersiva de cinco dias na Reserva Extrativista Chico Mendes, integrando famílias locais na oferta de produtos típicos e experiências autênticas.

Além disso, comunidades indígenas

em Áreas Protegidas na Amazônia estão se engajando ativamente no setor turístico. O projeto Conectando Terras Indígenas, também apoiado pelo LIRA e executado pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, tem como foco estruturar a cadeia de valor do turismo comunitário. Este projeto visa revitalizar a cultura local e promover parcerias colaborativas com a sociedade civil e operadoras de turismo.

Escolher o Turismo de Base Comunitária não é apenas uma forma de enriquecer a experiência de viagem, mas também uma maneira de contribuir positivamente para o desenvolvimento local. “Investir diretamente nas comunidades, através da contratação de serviços locais e da compra de artesanato tradicional, assegura que os benefícios econômicos permaneçam na comunidade, apoiando diretamente os moradores”, destaca Fabiana Prado.

Essa abordagem de turismo consciente evidencia um respeito profundo pelas culturas locais e um compromisso com a sustentabilidade econômica e ambiental, tornando janeiro o momento ideal para experiências de viagem mais significativas e transformadoras.

spot_img