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José Ricardo: “prefeitura reduz ensino noturno e Educação de Jovens e Adultos, deixando Manaus com 219 mil pessoas sem o ensino fundamental completo”

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Apesar de ser a sétima maior cidade do país, Manaus convive com baixíssimos indicadores educacionais básicos. Dos 1,3 milhão de eleitores e eleitoras da capital, 219,1 mil ou 16,4% têm o ensino fundamental incompleto, tecnicamente considerados “analfabetos funcionais”. Esse número alarmante, extraído do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em julho deste ano, consegue ser três vezes maior do que a quantidade de eleitores com o fundamental completo (68 mil). E mais: há 11,8 mil eleitores manauenses analfabetos declarados e outros 31 mil que conseguiram provar saber ler e escrever, porém, significa apenas que foram alfabetizados.

Para o pré-candidato a prefeito de Manaus e deputado federal, José Ricardo (PT/AM), esses dados revelam a situação dramática da cidade de Manaus na educação básica, de responsabilidade da Prefeitura de Manaus. “Um escândalo ainda termos 16% dos eleitores nessas condições. Culpa do atual prefeito, Arthur Neto, e de todos os anteriores, como Amazonino Mendes, que foi prefeito várias vezes, por não terem cumprido com suas obrigações. Deixaram que a população adulta de Manaus chegasse a essa situação absurda, de ter 219 mil sem o ensino fundamental completo. E a Prefeitura tem uma dívida histórica com essas pessoas”.

Nos últimos anos, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vem fazendo constantes reordenamentos de alunos, reduzindo o número de escolas municipais atendendo na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que é assegurado por lei. Em 2014, essa modalidade era atendida por 94 escolas municipais. Já no final de 2017, eram 74 escolas; e hoje, esse número deve ser bem menor. Da mesma forma, o ensino noturno vem reduzindo, sob a alegação de expressivo abandono escolar desses alunos, por motivos que incluem até a falta de segurança e de vigia nas escolas.

Não ter nem o ensino fundamental completo, avaliou José Ricardo, é não ter o mínimo em termos de escolaridade, com mais dificuldade de ingressar e permanecer no mercado de trabalho. “Por isso, se for eleito prefeito, vou começar a pagar essa dívida. A Prefeitura vai atender adultos e adultas com o fundamental incompleto que queiram concluir o seu curso, com o aumento da oferta do EJA e do ensino noturno, mas com a devida segurança nas escolas. Esse é o meu compromisso”, afirmou ele, defendendo ainda que toda criança, do 1o ao 9o ano do ensino fundamental, esteja na escola e que estude em local com infraestrutura adequada, com professores qualificados e valorizados, como ainda com ensino de qualidade para melhorar todos esses indicadores educacionais.

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