O deputado José Ricardo Wendling (PT) está solicitando informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) sobre as 80 viaturas, modelo pickup, que estão no pátio do Centro Integrado de Operação de Segurança (Ciops) e que serviriam para o Programa Ronda no Bairro, como ainda que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) realize auditoria para apurar se há irregularidades nessa situação.

Pela imprensa, o secretário de Segurança disse que os carros não pertencem à Secretaria e que não há contrato de locação. Também comentou que houve precipitação da empresa (KL Ltda) que negociava um contrato emergencial que não foi aprovado pela Comissão Geral de Licitação (CGL). Já a KL, declarou não ser dela esses veículos. E a Polícia Militar afirmou que não pode utilizar as viaturas porque não está clara a sua origem, tampouco adequada para o trabalho.

“Quem levou essas viaturas ao Ciops, e por quê? Estou pedindo informações do secretário de Segurança sobre essa situação. Estamos falando de 80 veículos. É, certamente, um valor alto. E a população está aguardando mais investimentos na segurança. Por isso, esse assunto precisa ser explicado”, declarou. Semanas atrás, ele também havia denunciado mais de 30 viaturas abandonadas do Programa.

José Ricardo também está solicitando que o secretário de Segurança venha à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) apresentar o Plano de Segurança Pública, falar dos investimentos na área, como ainda avaliar o Ronda no Bairro.

O Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA) começou a julgar ontem (10) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de autoria do deputado, juntamente com Luiz Castro (PPS) e com o então deputado Marcelo Ramos (PSB), que pede a suspensão da lei já aprovada pela Assembleia Legislativa, com relação ao aumento do número de desembargadores no Amazonas, que passaria de 19 para 26 magistrados.

“Quando a Assembleia Legislativa concedeu parte de seus recursos para o TJA, era para não fechar as comarcas do interior e contratar mais juízes. Defendemos que a Justiça invista em mais juízes, principalmente, para os municípios do Estado, a maior necessidade do judiciário”, afirmou ele, informando que, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enquanto os desembargadores têm uma média de 1.510 processos para despachar, os juízes têm uma carga de trabalho quase seis vez maior: cuidam de 8.382 processos.

Mas, acordo com o parlamentar, parece que a maioria dos desembargadores não quer esse tipo de investimento: até ontem, sete magistrados já tinham votado contrários a ADI. “O julgamento foi adiado, porque o desembargador João Mauro Bessa pediu vistas do processo. Já lamentamos essa votação parcial. Dessa forma, o interior não terá prioridade para a Justiça. Vamos continuar fazendo a nossa parte, cobrando mais juízes para os municípios. O povo clama por Justiça!”.

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