Juiz dá prosseguimento à investigação da denúncia de compra de votos por Wilson Lima

O juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Ricardo Augusto Sales, mandou notificar o candidato Wilson Lima (PSC), o vice, Carlos Almeida, e o ex-prefeito de Nhamundá, Mário Paulain, para que apresentem defesa à denúncia de compra de votos no primeiro turno das eleições. A investigação é resultado de representação feita ao TRE-AM, pela coligação “Eu voto no Amazonas”, de compra de votos com base na prisão em flagrante de Paulain, que estava com vasto material de campanha de Wilson e dinheiro em uma pousada no município de Codajás.

Na decisão, o juiz também requisitou informações ao juiz da 43ª Zona Eleitoral, em Nhamundá, assim também à autoridade policial do município, acerca dos desdobramentos dos autos da prisão de Paulain, denunciado pela prática de crime eleitoral previsto no art. 299 do Código Eleitoral.

De acordo com a assessoria jurídica da coligação “Eu voto no Amazonas”, a representação está embasada em vasto material que comprova que Paulain atuou para captação ilegal de votos. Ele foi preso pela Polícia Civil, em flagrante, no dia 7 de outubro, e todo o material encontrado com ele foi apreendido: panfletos, adesivos e camisas do candidato Wilson Lima; aparelho de telefone celular, título de eleitor e recibos.

Também foram apreendidos panfletos de Vanessa Graziottin, candidata ao Senado, e de Fernando Haddad, candidato à presidente. Todo o material comprobatório está apensado na representação.

Conforme argumenta a representação, Paulain tentou, sem sucesso, assumir a coordenação da campanha da coligação “Eu voto no Amazonas” no município de Nhamundá. Após a tentativa frustrada, o ex-prefeito se tornou responsável direto pela campanha do candidato a governador e vice, Wilson Lima e Carlos Almeida, no município de Nhamundá desde setembro, conforme mensagens em redes sociais e fotos também apensadas ao pedido de cassação.

Além do pedido de cassação, a representação pede que a Justiça Eleitoral requisite à autoridade policial de Nhamundá e ao juiz da 43ª Zona Eleitoral no município para que informem os desdobramentos da prisão em flagrante de Paulain. Solicitou ainda que a Justiça Eleitoral determine o envio do aparelho celular durante a prisão em flagrante à Polícia Federal, para o fim de realização de perícia para obtenção das mensagens recebidas e enviadas ao aparelho desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, bem como o histórico de ligações do mesmo período.