Take a fresh look at your lifestyle.

Justiça concede liberdade a Gelson Carnaúba, um dos maiores criminosos do Amazonas

Ele é considerado um dos maiores criminosos do Estado e lidera a facção Comando Vermelho (CV), em Manaus

-publicidade-

O desembargador Sabino Marques, juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, concedeu liberdade imediata ao criminoso Gelson Carnaúba, o “Mano G”, na última segunda-feira (14). A decisão se refere ao caso do Massacre do Compaj – maior chacina dentro do presídio amazonense.

Gelson está preso no presídio federal de Catanduvas, interior do Paraná. Ele é considerado um dos maiores criminosos do Estado e lidera a facção Comando Vermelho (CV), em Manaus. “Mano G”, como é chamado no mundo do crime, é um dos criadores da organização, a Família do Norte (FDN), ao lado de João Pinto Carioca, o João Branco, e o Zé Roberto da Compensa. Gelson Carnaúba é acusado de trair a facção e organizar a tomada de poder da organização carioca no Amazonas.

E foi por conta desse racha nas lideranças criminosas, que o massacre foi decretado no presídio, que culminou com as mais de 50 mortes dentro do Complexo Penitenciário do Anísio Jobim (Compaj), em 2017.

Veja a nota do Tribunal de Justiça do Amazonas

O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Sabino da Silva Marques, concedeu Habeas Corpus (processo n.º 4008002-05.2020.8.04.0000 – 1.ª Câmara Criminal) em favor de Gelson Lima Carnaúba, o qual figura como réu nos autos da Ação Penal n.º 0211235-62.2018.8.04.0001, que tramita na 2.ª Vara da Comarca de Manaus. O réu encontra-se no Presídio Federal de Mossoró (RN). O respectivo alvará de soltura já foi expedido, conforme os autos do Habeas Corpus. Contudo, na decisão, o desembargador, ao conceder liminarmente a ordem impetrada, frisa que deve ser posto em liberdade caso não esteja preso por outro motivo.

No Primeiro Grau, o processo n.º 0211235-62.2018.8.04.0001 tramita em segredo de Justiça, mas a 2.ª Vara do Tribunal do Júri informou que a Ação Penal segue em trâmite regular, considerando a complexidade do caso, e que o réu em questão foi inclusive interrogado no último mês de setembro, por videoconferência. Neste momento, a fase de instrução processual encontra-se na etapa de apresentação de memoriais (alegações finais) pelas partes.

-publicidade-