O Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, composto por diversos órgãos de fiscalização, identificou mais de 25 mil irregularidades nas prestações de contas dos candidatos nas eleições deste ano.

Os investigadores trabalham com a suspeita de que artifícios empregados por empresas possam ter beneficiado candidatos a deputado, senador, governador e presidente por meio de doações. A prática é proibida por lei.

Caso as fraudes sejam confirmadas, tanto os doadores de campanhas, como os próprios políticos beneficiados, podem sofrer punições que vão de multa até cassação do mandato no caso dos eleitos.

As investigações apontam que funcionários de uma mesma empresa doaram dinheiro para um mesmo candidato. Os investigadores suspeitam que esse seja um meio de burlar a proibição de financiamento pelas empresas.

Também foram identificadas doações de pessoas cadastradas no Bolsa Família, cujos valores são incompatíveis com a renda declarada. Além disso, houve ainda situações em que o doador já havia falecido, segundo registro de óbito.

O Núcleo de Inteligência envolve especialistas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Polícia Federal.

Até o fechamento desta matéria, nomes dos candidatos que poderiam estar envolvidos nas irregularidades não tinham sido divulgados.

Reportagem, Marquezan Araújo

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