Justiça nega pedido do movimento LGBTQIA+ para obrigar Seleção Brasileira usar camisa 24 na Copa América

A Justiça do Rio de Janeiro arquivou a ação requerida pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania, do movimento LGBTQIA+, que queria obrigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a usar a camisa de número 24 durante a final da Copa América, no jogo da final que acontece neste sábado (10).

“O assunto da presença de homofobia ou não pela recusa ao n. 24 na camisa do jogador vai para muito mais além do jogo de hoje entre Brasil e Argentina e que ainda acredita no respeito à diversidade, que alguns de nossos valorosos jogadores, se a regra do campeonato o permitir, entrará em campo com a camisa n. 24 sem que um(a) juiz(íza) tenha que obriga-lo a fazer”, diz o o juiz Caetano Ernesto da Fonseca Costa na decisão.

A ação do grupo LGBTQIA+ ainda estipulava uma multa no valor de 5% da premiação (R$ 460 mil) dada ao campeão caso a CBF descumpra o pedido.

“Considerando, conforme demonstrado nesta Ação, a capacidade financeira da primeira ré (CBF), que, somente por estar no torneio da Copa América receberá da CONMEBOL, US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões) e US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 57 milhões) caso seja campeã, seja fixada uma multa de R$ 460.000,00 (quatrocentos e sessenta mil) pelo descumprimento, o equivalente a 5% do valor relativo à participação da mesma”, dizia o trecho do pedido.

O Brasil enfrenta a seleção argentina no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, às 21h.