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Karol Conká: arrogância, prepotência, dissimulação

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Muitas vezes a exposição mediática e diária faz revelar partes da personalidade que até aí passavam despercebidas.

Doutor em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia, Fabiano de Abreu explica o porquê destes comportamentos e das mudanças a que fomos assistindo.

“Inicialmente há sempre uma razão pela qual alguém toma a decisão de entrar num concurso televisivo em que serão vigiados 24 horas por dia mas, no fundo existe um narcisismo mesmo que inconsciente em cada concorrente, há uma necessidade de ver e principalmente de ser visto e percebido como alguém importante.”, inicia.

Para Abreu existem intenções mas depois colocar em prática o que se dita é mais difícil.

“Este tipo de mediatismo pode servir para lutar verdadeiramente por causas, mas na maioria das vezes os intervenientes mostram-se pessoas que são exatamente o oposto daquilo que defendem e, assim que têm a exposição que pretendem não controlam mais a sua personalidade e há um desfasamento da realidade.” refere o neurocientista.

Ainda nas palavras de Abreu, ele refere que, “Não raro o concorrente não tem noção dos verdadeiros sentimentos que desperta no público e está tão imbuído no propósito de jogar e ganhar, que a sua própria identidade se afeta por ego inflado, cegando-o para os desdobramentos que seu comportamento pode trazer à sua imagem para o público que o acompanha. No desejo de ganhar o jogo e o prêmio, perdem-se de si.”.

Mais concretamente no caso da concorrente em questão, esta pode estar a lutar contra aquilo que ela sabe que é o espelho do seu interior.

“Este é o caso de Karol Conká, já conhecida do público mas que se revelou alguém que até aí não mostrava e que despertou sentimentos de repulsa por parte da quase totalidade do público. Contudo, dentro da casa, Karol age de forma arrogante e prepotente não pensando nas consequências. Age exatamente da forma que em discurso repudia mas em ato concretiza. Ela que se considera uma ativista exerce violência psicológica sobre seus colegas e coloca-se num patamar de impunidade. Muitas vezes este tipo de pessoas combatente e ativista convicta contra aquilo que é no seu íntimo, há uma não aceitação e uma distorção da própria realidade.
Crítica, julga e condena no outro aspectos que são seus, porém em si mesmo não os enxergar.”, esclarece.

Contudo, o público é atento e não deixa passar em branco tais atitudes.

Para Fabiano esse aspecto é claro e evidencia que, “a audiência não demora em exercer também seu poder de “juízes”, e Carol pode perder mais que o jogo, mais que o prêmio. Pode perder seguidores, admiradores, fãs que não irão tolerar ser enganados por um personagem.”.

“A condição humana exige que não basta ser, tem que parecer, aparentar ser em ação o que se verbaliza em discurso. A mentira nunca teve “pernas tão curtas”. Se a TV cria fantasia o BBB revela verdades secretas e intoleráveis socialmente.”, conclui o neurocientista.

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