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LAVA JATO: Depoimento de Lula tem nada a ver com troca de ministros na Justiça, acredita presidente da ADPF

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O ex-presidente Lula é o principal detido na vigéssima quarta fase da Operação Lava Jato deflagrada pelos delegados da Polícia Federal, nesta sexta-feira. Lula foi detido em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e levado para o Aeroporto de Congonhas onde prestou depoimento. Os delegados cumpriram mandado de condução coercitiva, ou seja, quando uma testemunha ou investigado é encaminhado para prestar depoimento, como explica o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, doutor Carlos Eduardo Sobral. “O mandado de condução coercitiva é quando a testemunha ou investigado ele é intimado a prestar depoimento e não pode recusar a fazê-lo. Ele é levado coercitivamente, ou seja, de forma obrigatória a presença do delegado de polícia que coordena as investigações para prestar os seus esclarecimentos.”

A operação foi batizada de “Aletheia”, termo grego que significa “busca da verdade. Os delegados da PF investigam possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. A suspeita dos delegados é que, houve pagamentos feitos por José Carlos Bumlai, pelas construtoras OAS e Odebrecht, a Lula. De acordo com o Ministério Público Federal, há evidências que Lula recebeu valores da Petrobras por meio de reforma do triplex e do sítio em Atibaia, usados pela família do ex-presidente. Os delegados da Polícia Federal também investigam evidências que o ex-presidente petista teria recebido, pelo menos, um milhão de Reais sem justificativa da OAS, por meio de reforma no triplex do Guarujá. A detenção de Lula coincide com a troca do ministro da Justiça e com o vazamento da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral, na imprensa. O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, doutor Carlos Eduardo Sobral, acredita que a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta, não tem relação com a saída de José Eduardo Cardozo, do ministério da Justiça, nem com a publicação da suposta delação de Delcídio. “Não se pode antecipar ou adiar o desencadear de uma investigação. Então, eu não acredito que, hoje, a deflagração da 24ª fase da Operação da Lava Jato tenha relação direta nem com o suposto vazamento da delação do senador Delcídio e também com a troca do ministro da Justiça”.

Além do ex-presidente da República, Paulo Okamoto, que preside o Instituto Lula também foi levado pela Polícia Federal, nesta sexta-feira. Ao todo, a Justiça expediu 44 mandados; 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

Reportagem, Cristiano Carlos

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