Duas pessoas foram presas temporariamente nesta sexta-feira em mais uma etapa da operação lava-jato, da Polícia Federal. A operação aconteceu em São Paulo e prendeu o ex-secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC, o maior da região, e de empresas de transporte e coleta de lixo. Pela lei, os dois devem ficar presos por cinco dias, período que pode ser renovado por mais cinco. Silvio Pereira e Ronan Maria Pinto ficarão presos na Polícia Federal em Curitiba. Os dois são investigados por extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O empresário é suspeito de ter recebido a metade de um empréstimo ilegal de doze milhões de reais obtido pelo pecuarista José Carlos Bumlaiu, que também já foi preso pela Polícia Federal na mesma operação e é conhecido por ser amigo do ex-presidente Lula. Bumlai já havia falado sobre esse empréstimo em depoimento e segundo os investigadores admitiu que o dinheiro pagou dívidas de campanha em Campinas e foi para o caixa dois do PT. A assessoria de imprensa de Ronan disse, em nota, que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Além desses dois mandados de prisão temporária, a Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à força para prestar depoimento. Uma dessas pessoas foi o ex-tesoureiro de campanha do PT, Delúbio Soares. Esta foi a etapa de número 27 da operação lava-jato, que investiga a corrupção na Petrobrás.

De Brasília, André Giusti