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Lesão por pressão pode afetar qualidade de vida de pacientes e gerar impactos sociais

Com uma incidência que pode chegar a até 42% em hospitais gerais e unidades cirúrgicas, conforme pesquisas recentes, a lesão por pressão ocorre a partir da compressão prolongada da pele, resultando na ausência de oxigenação e deterioração do tecido. A alteração pode afetar a qualidade de vida de pacientes, tanto aos que recebem assistência hospitalar, quando aos que dependem de atendimento domiciliar.

Nesta semana, comemorou-se o Dia Mundial de Prevenção à Lesão por Pressão (19/11), data criada em 2012, com o objetivo principal de promover ações educativas voltadas à prevenção e à disseminação de informações sobre o impacto social gerado por conseqüência da alteração.

A enfermeira estomaterapeuta ‘Ti-Sobest’, Adriana Macedo, gerente do Departamento de Educação Continuada do Serviço de Enfermagem e Saúde do Amazonas (Segeam), explica que a combinação de fatores de risco, como a idade avançada, a restrição ao leito e a falta de informação, podem resultar no aumento do número de casos.

Por isso, é importante que profissionais capacitados, entre eles os estomaterapeutas, atuem nas unidades de saúde públicas e privadas, de modo a garantir a adoção de protocolos que ajudem a evitar o problema.

A Estomaterapia é a área da saúde que atua na prevenção da perda da integridade da pele, através de tratamentos avançados. Também inclui outros segmentos, como a reabilitação de pacientes com estomias (colostomias, entre outros), ou, que usem cateteres, drenos e afins.

Adriana Macedo destaca que com a criação do Dia Mundial de Prevenção à Lesão por Pressão, estimulou várias organizações internacionais americanas e européias, a absorveram a idéia, desenvolvendo campanhas próprias voltadas à temática.

No Brasil, a entidade responsável por encabeçar o processo é a Sociedade Brasileira de Estomaterapia (Sobest), que adotou o tema e a Hashtag #MudeDeLado nas redes sociais, em alusão a uma das medidas mais importantes para prevenção: a mudança de posição dos pacientes, evitando que comprimam durante muito tempo uma área específica do corpo, o que propicia o aparecimento de úlceras.

“No campo científico, o assunto é abordado sob o panorama epidemiológico, considerando, principalmente, dados de unidades de referência no País, em especial, as instaladas em São Paulo”, explica Adriana

Nas unidades em que o Segeam atua, as ações de Ensino ocorrem de forma permanente, com a realização de palestras, oficinas e atividades voltadas para profissionais, pacientes e acompanhantes.

Outras medidas de prevenção

Limpeza da pele no momento que se sujar; evitar água quente; usas sabonete levemente acidificado para a manutenção do PH da pele; usar um posicionamento adequado e técnicas corretas para transferência da cama para cadeira e mudança de decúbito; usar travesseiros ou almofadas de espuma para manter as proeminências ósseas (como os joelhos) longe de contato direto um com o outro; usar um colchão especial que reduz a pressão como colchão de ar ou colchão de pressão alternada; evitar que a pessoa fique sentada ininterruptamente e realizar exames na pele, diariamente, além de mudá-la de posição várias vezes ao dia.

Foto: Divulgação