A Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará confirmou a transferência imediata de 20 líderes de facções criminosas, presos no sistema carcerário do Estado, para presídios federais de segurança máxima.

A identidade deles não foi divulgada, mas são lideranças de grupos como o Comando Vermelho e Guardiões do Estado. No total, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ofereceu 60 vagas ao governo do Ceará. Isso porque o Estado vive uma série de atentados contra órgãos públicos, agências bancárias, veículos, estabelecimentos comerciais e equipamentos de segurança.

Os ataques, que têm sido organizados por essas facções criminosas, tem forte atuação dentro dos presídios e seria uma vingança contra o anúncio do governo de endurecer as regras no sistema carcerário estadual.

O controle da entrada de celulares nos presídios será uma das medidas adotadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará, além de investir em equipamentos que impeçam a entrada de outros objetos proibidos.

Trezentos e trinta homens da Força Nacional e vinte viaturas foram enviados ao Estado para auxiliar no patrulhamento ostensivo, preventivo e repressivo em pontos importantes, como por exemplo, em terminais rodoviários e vias de grande circulação. Eles vão permanecer no Ceará por 30 dias e este prazo pode ser prorrogado.

De acordo com dados mais recentes do governo do Estado, a população carcerária do Ceará ultrapassa os 29,5 mil detentos. Só que o número de vagas é de apenas 13 mil. Isso representa uma superlotação de quase 60% da capacidade.

O governo analisa a transferência de mais detentos ao longo dos próximos dias.

Reportagem, Cintia Moreira