O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo no Amazonas por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que dezenove mil e setecentos alunos fizeram matrículas em 81 cursos de engenharias oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior no Amazonas, no ano passado.

Deste total, apenas pouco mais de 5.200 alunos amazonenses ingressaram nos cursos e quase dois mil e quinhentos desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas mil e trezentos.

Para o Gerente da Escola de Eletrônica, do SENAI, no Amazonas, José Nabir Ribeiro, as faculdades precisam tornar o estudo das engenharias mais atrativos com o uso das novas tecnologias digitais. Ele alerta que o desenvolvimento do setor produtivo do estado precisa de engenheiros antenados com as novas tecnologias que já estão sendo desenvolvidas nas indústrias.

“Sem dúvida todos os atores, seja a escola, seja a Academia, seja a empresa, precisam também investir nessas ditas novas tecnologias que já estão aí. Então, eu acredito que essa tríplice hélice vai se complementar no processo de formação desse novo profissional para atender, cada vez mais, essa nova necessidade da manufatura avançada.”

De acordo com estudo publicado pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas, o IPEA, o mercado de trabalho no Amazonas deve empregar cerca quatro mil e duzentos engenheiros – mas apenas em 2023.

O crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado, como lembra a Diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Gianna Sagazio.

“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como ele era dado há 30, 40 anos atrás. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharia: fortalecimento e modernização”, que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, para as Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

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