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Manaus cresce 4,4%, e mantém 8ª posição entre os maiores municípios do país

Gov Agricultura

Considerando as contas de 2017, Manaus permaneceu entre os municípios com maior valor de Produto Interno Bruto, na oitava posição, logo atrás de Porto Alegre (RS), à frente de Salvador, e como município mais bem posicionado da Região Norte.

Em 2017, a indústria perdeu o seu posto de atividade econômica mais importante da capital amazonense, e os Serviços (incluindo o comércio) assumiram essa posição, com participação de 44,05% no valor adicionado total do PIB no município. Os dados também mostram que 2017 foi um ano de crescimento para 54 dos 62 dos municípios do Estado, incluindo municípios de maior participação no valor do PIB Estadual, como Iranduba, Manacapuru e Coari. As estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas são desenvolvidas em parceria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sdecti) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.

Em 2017, Manaus ocupou a oitava posição entre os municípios com maiores PIB do país. O município fechou o ano com R$73.201.651.000,00, e com participação de 1,11%, no Produto Interno Bruto nacional. A evolução em relação ao ano anterior foi de 4,4%, somando R$2.905.287.000,00 a mais no produto interno bruto a preços correntes. Com o bom desempenho no ano, a capital amazonense manteve a oitava posição, logo atrás de Porto Alegre (RS), cujo PIB foi de R$73.862.306.000,00. O município de Salvador (BA) ficou na nona posição, abaixo de Manaus, com PIB de R$62.717.483.000,00.

Na Região Norte, em 2017, Manaus dominou com folga o PIB dos municípios. Somente seu volume representou 19,90% entre os 30 maiores municípios da Região; em segundo lugar, estava Belém (PA), com 8,22% de participação, e, na terceira posição, Parauapebas (PA), com 5,01% de participação. Entre os trinta maiores municípios da Região Norte, no que diz respeito ao PIB, além de Manaus, o Amazonas possuía apenas Itacoatiara no ranking, ocupando a 26ª posição. O grupo dos maiores foi formado principalmente por municípios paraenses (15).

Razão entre o PIB per capita das grandes concentrações urbanas e o PIB per capita do Brasil

A razão entre o PIB per capita dos Municípios das Capitais e o PIB per capita do Brasil (R$31.702,25) mostrou que, em 2017, enquanto Brasília teve valor 2,54 vezes maior que o nacional, em Belém a razão foi de 0,66. No mesmo ano, 13 capitais brasileiras possuíam PIB per capita maior do que o nacional; em 2002 eram 11.
Manaus com PIB per capita de R$34.362,71 foi a única representante da Região Norte com razão acima de 1,00 ao longo de toda a série; com 1,08 em 2017 e 1,39 em 2002. E Recife a única da Região Nordeste, com razão 1,00 em 2017 e 1,15 em 2002.

Participação do PIB municipal

Os cinco municípios com maiores PIBs do Amazonas tiveram juntos participação de 84,9% do total do PIB do Estado, em 2017. Em 2016, esse percentual foi de 85%. Fazendo uma comparação entre 2002, início da série histórica da pesquisa, e 2017, percebe-se uma descentralização pequena, mas que vem ocorrendo, em relação à participação do PIB dos cinco maiores municípios no PIB do Estado, que em 2002 era 88,1% do total.

Crescimento do PIB

Tapauá foi o município amazonense que teve o maior crescimento no PIB (56,87%), em 2017 (338.818.000), na comparação com o ano anterior. Esse crescimento foi graças ao bom desempenho na atividade agropecuária, que somou um valor adicionado bruto de 91.629.000 reais em 2016, e 206.634.000 reais, em 2017.

No entanto, dos treze municípios do Estado que tiveram crescimento acima de 12% na comparação com 2016, somente dois foram alavancados pelo desempenho da agropecuária: Tapauá e Amaturá. Os demais municípios do Amazonas com maior crescimento do PIB apresentaram maiores evoluções de valores acumulados na indústria, caso de Coari, cujo valor acumulado foi de 244.457.000 para 405.495.000 reais, e também de Humaitá, Iranduba, Manacapuru, São Paulo de Olivença, Tefé e Urucurituba; e também houve maior evolução nos valores da administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, caso de Anamã (de 44.097.000 para 50.981.000 reais), Autazes, Beruri e Boa Vista de Ramos.

Considerando o crescimento do PIB de Coari, nota-se que há oscilação de ano para ano, em razão da instabilidade na produção de combustíveis. Na comparação entre 2015 e 2016, Coari esteve entre os municípios com maiores perdas (-49,8%), e de 2016 para 2017, o município começa a reverter o cenário, com crescimento de 12,85%.

Entre os municípios com desempenho negativo em 2017, destaque para Codajás, que teve queda de 28,76% em relação a 2016, a maior percentagem de perda do Estado, seguida por Presidente Figueiredo (-18,72), Atalaia do Norte (-14,83%) e por Rio Preto da Eva (-14,11%), os quatro municípios com perdas acima de 10%.

Dentre esses municípios, Codajás, Atalaia do Norte e Rio Preto da Eva tiveram perdas por causa do desempenho negativo na produção agropecuária; Codajás teve valor adicionado bruto de 500.543.000 reais, em 2016, caindo para 302.525.000 reais, na agropecuária, em 2017.

Presidente Figueiredo também teve perda na agropecuária (de 88.469.000 para 68.532.000 reais), mas, principalmente, no valor adicionado da Indústria, em razão da oscilação na produção de combustíveis; nesse setor, em 2016, Presidente Figueiredo teve valor adicionado bruto de 123.722.000, caindo para 54.220.000 reais, em 2017, ou seja, o município adicionou menos da metade do valor do ano anterior. No total, oito municípios do Estado apresentaram desempenho negativo.

Agropecuária

Observa-se, em 2017, que ¼ do valor adicionado bruto da Agropecuária brasileira era concentrada em 165 municípios. Desses municípios, as regiões Sul e Centro-Oeste somavam 96 municípios, ou 58,2%, ancorados na produção de soja em grão, algodão herbáceo e arroz em grão.

Os cinco maiores valores foram, na ordem, São Desidério (BA), Rio Verde (GO), Sapezal (MT), Sorriso (MT) e Três Lagoas (MS), e somaram 2,2% do valor adicionado bruto da Agropecuária em 2017. No grupo dos 100 municípios de maiores valores adicionados da Agropecuária, o Amazonas colocou dois representantes: Manacapuru (17º) e Itacoatiara (56º).

Na tabela abaixo, podemos visualizar os dez municípios amazonenses de maior valor adicionado bruto a preços correntes na agropecuária Estadual, e também o município de menor valor adicionado bruto, Ipixuna, com participação de 0,21%.

Dessa forma, os municípios com maiores participações no valor adicionado bruto a preços correntes da agropecuária no Amazonas foram, em 2017, Manacapuru (R$735.631.000), com participação de 13,13% do valor total da Agropecuária do Estado, Itacoatiara (R$468.832.000), representando 8,37% de participação, e Codajás (302.525.000), representando 5,40%. O município com menor participação na agropecuária foi Ipixuna (R$11.558.000), representando 0,21%.

Indústria

Na Indústria, em 2017, 20 municípios concentravam ¼ de seu valor adicionado bruto, revelando um nível de concentração maior que na Agropecuária. Com mais 69 municípios chega-se a metade da Indústria. No outro extremo, nota-se que 2 729 municípios responderam por 1,0% da Indústria.

Quanto ao valor adicionado bruto da indústria, a capital paulista manteve a primeira posição na participação percentual, concentrando 4,94% da Indústria em 2017. O Rio de Janeiro, com 2,71%, ocupava a segunda posição, seguido por Manaus (2,06%) devido à Zona Franca. O valor adicionado bruto da indústria em Manaus foi de R$ 24.606.560 bilhões, 2,06% de participação ao valor adicionado bruto total nacional, e 33,6% do valor adicionado total do município (73.201.651.000).

Serviços

Quanto aos Serviços, o município de Manaus manteve-se entre os maiores municípios (15º), com valor adicionado bruto de R$26.109.607.000,00, e participação de 0,82%, no valor total nacional. As três maiores participações foram de São Paulo (14,98%), Rio de janeiro (5,67%) e Brasília (3,42%).

Dos municípios que somaram até ½ do total nacional dos Serviços, excluindo a administração pública, na Região Norte somente as capitais do Amazonas e do Pará estiveram neste grupo e da Região Nordeste não apareceram as capitais dos Estados do Piauí, Paraíba e Sergipe entre estes municípios. Todas as capitais pertencentes às Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste estiveram entre os maiores valores desses serviços em 2017. Destaca-se também que 14 dos 38 municípios deste grupo eram paulistas.

Em Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, observa-se a elevada participação desta atividade, sobretudo para a economia dos municípios de menores PIBs.

Nota-se ainda que, nos municípios localizados nas Regiões Norte e Nordeste, os serviços da administração pública têm maior peso em suas economias. Entretanto, observa-se que há concentração destes serviços nos Municípios das Capitais ou municípios da Região Sudeste, em termos de participação da atividade no Brasil.

Em Manaus, o valor adicionado bruto da administração, defesa, educação, saúde pública e seguridade social, alcançou em 2017, R$8.3 bilhões; e colocou o município na sétima posição entre os cem maiores do país.

Índice de gini

O índice de Gini do PIB, instrumento para medir o grau de concentração da renda nos municípios, foi de 0,85, em 2017 e, ao longo da série analisada, manteve-se praticamente inalterado. Em 2017, apenas os Estados de São Paulo (0,87) e do Amazonas (0,86) apresentaram índice de Gini superior ao nacional. Os menores indicadores foram observados nos Estados do Acre e Mato Grosso do Sul (ambos com 0,68) e Rondônia (0,69).

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