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Marcelo Serafim critica o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais

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Nesta quarta-feira (11), o vereador Marcelo Serafim líder do PSB na Câmara Municipal de Manaus (CMM) ocupou a Tribuna para criticar a aprovação do Senado, ocorrida nesta terça-feira (10), em primeiro turno, do fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. As críticas do parlamentar dividiram a opinião dos pares e esquentou o clima na Casa Legislativa. “O fim da proporcionalidade no parlamento que faz parte da reforma política é um risco para a democracia do país”, alfinetou.

O parlamentar se posicionou favorável a proporcionalidade com o modelo atual do coeficiente eleitoral. “Na reforma política defende-se que os candidatos mais votados assumam as cadeiras do parlamento, mas discordo, por perceber que isso violenta a representatividade da sociedade”, argumentou. De acordo com Marcelo Serafim se for feita uma análise crítica da última eleição para deputado federal é notório que o voto para este cargo já é majoritário no Amazonas, com os oito primeiros colocados nas eleições.

“Quando se vai para a Assembléia Legislativa do Estado você começa a ver o início da distorção, os 24 deputados eleitos não são os 24 mais votados, se fossem, aumentaríamos e muito a possibilidade de termos na Aleam, apenas os candidatos abastados e com o apoio das máquinas públicas.”, disparou. Marcelo Serafim também fez uma analise voltada para a Câmara Municipal. “ Vemos que na eleição passada, 31 dos 35 vereadores que disputaram a reeleição figuraram na lista dos 41 mais votados, significa que os 31 eram ligados as máquinas do Estado e da prefeitura, acredito que isso é um risco para o processo democrático e as Câmaras Municipais sofrerão fortemente por conta da irresponsabilidade do Senado Federal”, criticou.

“Precisamos discutir de forma madura este debate da reforma política, nós vereadores temos a responsabilidade de fazer a representatividade proporcional de Manaus e temos que estar atentos”, disse. O parlamentar ainda exemplificou a situação do vereador Everaldo Farias (PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal. “Nas últimas eleições, a sociedade Manauara decidiu que alguém com o perfil ambiental do vereador Everaldo deveria estar nesta casa, quando votava nos candidatos do partido dele, esses candidatos somados conseguiram ter mais de 22 mil votos para a Câmara Municipal e com isso ganharam o direito de ter uma cadeira com o vereador que os representa muito bem, entretanto, com o fim da proporcionalidade se ficasse os 41 vereadores mais votados não teríamos hoje o companheiro Everaldo e ninguém com o perfil ambientalista eleito para esta casa”, comparou.

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