A Segunda Guerra Mundial é um dos assuntos mais importantes cobrados pelo Exame Nacional do Ensino Médio, para ir bem na avaliação é necessário estudar esse tema e investir em um bom curso preparatório Enem on-line.

A rendição da Alemanha na Segunda Guerra foi um dos principais marcos do século XX e simboliza tanto o final do confronto entre o nazismo e o mundo quanto o início de outro, o do capitalismo contra o comunismo.

O Tratado de Potsdam

Em maio de 1945, a Alemanha assinou a rendição incondicional aos países Aliados, liderados pelos chamados “Quatro Grandes”.

De julho a agosto do mesmo ano, os países aliados se reuniram em Potsdam para decidir o futuro da Alemanha. A União Soviética havia proposto que a Alemanha pagasse uma indenização para os países Aliados, mas o presidente dos EUA, Harry S. Truman propôs dividir o território alemão entre os Quatro Grandes.

França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Soviética dividiram a cidade de Berlim entre si. Essa divisão retratou a bipolaridade pela qual o mundo estava passando. De um lado havia a Alemanha Ocidental, que era capitalista, e do outro a Alemanha Oriental, que seguia o comunismo da URSS.

No encontro em Potsdam também ocorreu os Julgamento de Nuremberg, para sentenciar os responsáveis pelas atrocidades cometidas pelo exército nazista, a separação da Áustria, o fim de todas as leis nazistas, a rendição japonesa e o estabelecimento da fronteira da Alemanha com a Polônia.

Berlim Dividida

Após a guerra, os Estados Unidos lançaram o Plano Marshall, ou Programa de Recuperação Europeia, para ajudar os países europeus a se recuperarem economicamente. Esse plano trouxe influência para os EUA e em poucos anos, os países europeus já estavam superando seus cenários econômicos pré-guerra.

Contudo, a União Soviética enxergava o plano Marshall como uma ameaça e resolveu não aderir a ele. Isso resultou em no atraso econômico do lado Oriental em comparação com o Ocidental.

Por influência da Guerra Fria, as relações entre o lado comunista e capitalista da Alemanha se tornaram cada vez mais agressivas, já que havia a disputa entre a URSS e os EUA para ver qual potência era superior.

Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começou a construção do Muro de Proteção Antifascista, alegando que precisavam evitar que “fascistas” sabotassem o lado comunista. Contudo, o muro também impedia que os moradores da Berlim Oriental se mudassem para a área capitalista.

O Muro de Proteção Antifascista contava com 302 torres de observação, redes eletrificadas em sua extensão e era patrulhado por soldados da Alemanha Oriental com seus cães de guarda que trabalhavam sob a Ordem 101: atirar em qualquer um que tentasse atravessar. Mesmo que cinco mil pessoas tenham conseguido atravessa-lo, 136 pessoas foram mortas, 200 feridas e 300 presas por conta da Ordem 101.

O muro não separava apenas o capitalismo do comunismo, ele também separou familiares e amigos que passaram quase três décadas sem poder se ver. A população fez inúmeras manifestações pela liberdade de viajar, entre outras coisas. Em nove de novembro 1989, o Partido Comunista da Alemanha Oriental voltou atrás e anunciou que iria liberar a travessia da população pela fronteira para a República Federal da Alemanha.

A própria população começou a destruir o muro naquela noite, esse episódio ficou conhecido como A Queda do Muro e foi marcado por reencontros entre aqueles que passaram vinte e oito anos separados.

Após esse episódio, diversas medidas foram tomadas para reunificar a Alemanha. No dia três de outubro de 1990, quase um ano depois, foi decretado o Dia da Unidade Alemã.

Dois anos depois da queda do muro de Berlim, houve a dissolução da União Soviética e o final da Guerra Fria.

A Alemanha Atual

Atualmente, a Alemanha conta com uma economia sólida, tendo passado pelas crises econômicas sem grandes perdas, além de fazer parte dos países capitalistas.

Diferente de muitos países, a Alemanha escolheu não apagar todos os resquícios de sua história. Partes do muro estão conservadas pela cidade e agora elas servem para guardar grafites e lembrar o povo alemão de seu passado.

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