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Memorial poderá resolver divergência sobre registro de policiais mortos

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Professor Samuel (PPS), afirmou que o projeto de lei que cria o Memorial da Segurança Pública poderá resolver o impasse sobre o registro de policiais mortos em Manaus. Protocolada ontem, a proposta tem como finalidade homenagear servidores mortos em serviço ou em razão deste, incluídos os policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, agentes penitenciários, agentes rodoviários, agentes de trânsito e agentes socioeducativos.

Na semana passada, a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) contestou números da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) sobre estatísticas de policiais assassinados durante o exercício da profissão. A SSP informou que, no período de janeiro de 2013 até janeiro de 2015, foram registrados 11 casos de homicídios de policiais civis e militares em serviço e fora de serviço. Desse total, seis casos foram de militares em dias de folga. Nesse mesmo período, Apeam registrou 22 mortes somente de policiais militares, dez deles assassinados em serviço.

Para Samuel, a construção de um memorial ajudará a resolver a divergência dessa estatística e permitirá que o Poder Público tenha informação exata sobre os registros de policiais mortos em serviço e, com base nesses dados, tomar atitudes mais concretas sobre ações de prevenção. “O memorial além de homenagear policiais que morreram defendendo a população também poderá resolver essa divergência já que o projeto prevê que a homenagem traga o nome do policial, o local onde ele está lotado, data do nascimento e data da morte”, ressaltou Samuel.

Ainda segundo ele, a proposta prevê que o município instituirá o memorial por meio da Secretaria de Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) em um lugar a ser definido. A secretaria terá a responsabilidade de atualizar, anualmente, em solenidade a ser realizada todo dia 21 de abril, o Dia do Policial Civil, Policial Militar, Profissionais de Segurança. O projeto garante ainda que será dada ciência da solenidade aos familiares do servidor morto ou em razão do serviço.

Homenagem

No dia 8 deste mês, a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) promoveu na Praia da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, uma homenagem aos 22 policiais e bombeiros militares mortos durante o trabalho, ou dias de folga, entre 2013 e janeiro de 2015.

Durante a homenagem, 22 cruzes foram fincadas na areia da praia. O ato, de acordo com o presidente da APEAM, o soldado Gerson Feitosa, também serviu de alerta para que a sociedade e autoridades percebam a fragilidade que os profissionais da segurança pública estão expostos diariamente.

Essa foi a segunda vez que a APEAM realizou um ato para lembrar os policiais e bombeiros militares, que morreram em de coerência do serviço. Segundo o presidente da APEAM, “o silêncio das instituições militares estaduais diante das mortes, pode apontar a falta de interesse em divulgar fados assustadores”.

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